OS IMPACTOS DA EQUIVOCADA UTILIZAÇÃO DA PROVA EMPRESTADA E A BANALIZAÇÃO DO USO DA LEI ANTICORRUPÇÃO BRASILEIRA COMO FUNDAMENTO LEGAL EM PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DE RESPONSABILIZAÇÃO

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Resumo

O artigo se destina a analisar a hipótese para a qual o uso inadequado do instituto da prova emprestada em processos administrativos de responsabilização tem contribuído para que a legislação anticorrupção brasileira seja utilizada de forma banal e indevida para fundamentar investigações, denúncias e condenações contra pessoas jurídicas pela prática de atos que, ainda que eventualmente ilícitos, jamais poderiam ser enquadrados entre as hipóteses previstas na Lei 12.846/2013. A estrutura do artigo contempla, primeiramente, uma robusta revisão bibliográfica em torno de conceitos e princípios do Direito Administrativo Sancionador, incluindo as particularidades do instituto da prova emprestada, seguido de uma análise técnico-jurídica a respeito da (não) incidência da responsabilização objetiva prevista na Lei 12.846/2013. Ao final, serão tecidos comentários a respeito do potencial abuso de poder decorrente de imputações vagas e do paradigma consequencialista extraído da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), com as alterações promovidas por intermédio da Lei 13.655/2018, a fim de apontar os efeitos negativos advindos de uma utilização inadequada e banalizada da Lei Anticorrupção.

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Publicado

2025-12-31

Como Citar

OLIVEIRA, Gustavo Justino de; CASTRO CARVALHO, André. OS IMPACTOS DA EQUIVOCADA UTILIZAÇÃO DA PROVA EMPRESTADA E A BANALIZAÇÃO DO USO DA LEI ANTICORRUPÇÃO BRASILEIRA COMO FUNDAMENTO LEGAL EM PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DE RESPONSABILIZAÇÃO. Revista da Faculdade de Direito da UFRGS, Porto Alegre, n. 59, p. 79–102, 2025. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/revfacdir/article/view/143084. Acesso em: 10 set. 2026.