Monitoramento de Covid-19 através de boletins técnicos na retomada dos territórios tradicionais indígenas no Litoral Sul do RS
Resumo
Sobre o monitoramento da pandemia do Covid-19 nos territórios indígenas do município de Rio Grande, houve mudanças significativas nas comunidades envolvidas e ações de saúde indígena nas comunidades. Foi observado, também, um aumento do interesse científico e sanitário sobre as comunidades indígenas. Neste meio tempo ocorreu o deslocamento de famílias e consequente desterritorialização, promovendo um aumento da dinâmica social e consequente readequação a novos territórios. Entre as três comunidades observadas, apenas uma (Tekoá Yyrembé) apresentou mobilidade territorial significativa neste período. As duas outras (Tekoá Pará Rokê e Aldeia Goj Tahn) não sofreram dinâmicas significativas de mobilidade. O método da dialogicidade intercultural contribuiu para uma compreensão mais realista. Agentes de saúde da Prefeitura Municipal de Rio Grande contribuíram para a coleta de dados sobre a situação sanitária de cada contingente populacional indígena. Num primeiro momento, foi analisado o resultado do diálogo anterior sobre aspectos básicos dos riscos de contaminação, acompanhado de um escopo de “como” os indígenas, através do seu Direito originário, percebem a pandemia.
