Coletivo Afro Floripa: resiliência e ativismo em contexto pandêmico
Abstract
Como dar continuidade às atividades que tem sua experiência centrada no encontro presencial? Como aplicar fundamentos caros relacionados à prática conjunta do tocar, dançar, jogar corpos e vozes ao som de tambores e berimbaus? É nessa “encruza” existencial que os grupos que compõem o projeto de extensão Coletivo Afro Floripa, se viram obrigados a encarar por conta da pandemia. Devemos contextualizar a importância de práticas e debates em torno da temática envolvendo cultura e população negra, particularmente em Santa Catarina. Sendo o Sul do Brasil, largamente propagandeado como Europa brasileira, foco de ondas de migração europeia, com ênfase na germânica e italiana, para fins de avanço econômico e branqueamento social.
Logo questionar o jogo de privilégios e trazer a importância de saberes outros, dinamizam a forma de nos entendermos enquanto sociedade diversa e desigual (Almeida, 2019). Neste contexto, o coletivo Afro Floripa realiza suas práticas educativas, pesquisas, criações e difusões na perspectiva de valorização da arte e cultura afro-brasileira em sua potência transformadora e indispensável para uma sociedade diversa com igualdade, representação e respeito.
