Direitos sociais de mulheres e meninas em situação de violência social:

em tempos de Covid-19

Autores

  • Fernanda da Fonseca Pereira Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC) – Universidade Federal do Rio Grande (FURG);
  • Cristina Fuentes Hamerski Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
  • Vitória das Neves Farias Tavares

Resumo

 

O cenário de pandemia tem deflagrado uma realidade social fragilizada no aprofundamento das desigualdades e na reprodução e aumento da violência, especialmente, contra mulheres e meninas. A partir dos dados da Delegacia da Mulher do município de Rio Grande, percebeu-se que, durante a pandemia, até o mês de abril de 2020, a violência aumentou 17,56% e até maio de 2020, foram registradas 666 situações de violência contra mulheres. No ano de 2020, foram mais de 24 mil casos de violência contra mulheres e meninas parte do grupo LGBTQI+ (BORGES, 2020). Em pesquisa realizada pelo DataSenado, em abril de 2020, a partir do Observatório da Mulher, percebeu-se que 78% das mulheres brasileiras que sofrem violência doméstica foram novamente agredidas pelos seus atuais ou pretéritos maridos, companheiros ou namorados. A violência se expressa pela condição de desigualdade que impõe a essas meninas e mulheres. Percebe-se, portanto, que a violência é a via de opressão das mulheres, que se define por um conjunto articulado que molda situações de subordinação, dependência e discriminação nas suas relações com os homens, com o conjunto da sociedade e com o Estado.



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Publicado

2022-04-26

Como Citar

PEREIRA, F. da F. .; HAMERSKI, C. F. .; TAVARES, V. das N. F. . Direitos sociais de mulheres e meninas em situação de violência social: : em tempos de Covid-19. Revista da Extensão, Porto Alegre, p. 86–92, 2022. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/revext/article/view/123366. Acesso em: 24 set. 2022.

Edição

Seção

Artigos