A liquidez da personalidade na hipermodernidade e a crise do Direito Civil frente ao capitalismo de vigilância

Autores

  • Ana Cecília Bezerra de Aguiar
  • Juliana Soares Monteiro
  • Maryane Hasse de Andrade Figueira

Resumo

O presente trabalho analisa o déficit de eficácia estrutural na proteção dos direitos da personalidade frente ao avanço do capitalismo de vigilância na hipermodernidade. A pesquisa investiga como a performance do sujeito em redes digitais, pautada pelo narcisismo e pela validação social, converte a subjetividade em excedente comportamental destinado à predição de lucros. O problema central reside na insuficiência da tutela reparatória clássica e no viés procedimental da Lei Geral de Proteção de Dados, que negligenciam a integridade psíquica e a soberania do ser. Metodologicamente, é uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e natureza pura, que utiliza o caso da Concessionária ViaQuatro para demonstrar que a condenação em perdas e danos é absorvida pelas Big Techs como custo operacional, não interrompendo a lógica de extração da subjetividade. Conclui-se que a capacidade de discernir constitui o limite intransponível da exploração tecnológica, exigindo que o Judiciário resgate a autonomia privada contra a reificação do indivíduo, protegendo o “vir-a-ser” em uma era de vigilância algorítmica e modulação de condutas.

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Publicado

07-07-2026

Como Citar

BEZERRA DE AGUIAR, Ana Cecília; SOARES MONTEIRO, Juliana; HASSE DE ANDRADE FIGUEIRA, Maryane. A liquidez da personalidade na hipermodernidade e a crise do Direito Civil frente ao capitalismo de vigilância. Res Severa Verum Gaudium, Porto Alegre, v. 11, n. 1bis, p. 322–327, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/resseveraverumgaudium/article/view/156604. Acesso em: 1 ago. 2026.

Edição

Seção

GT V - Tutela da pessoa nas relações privadas