Multiparentalidade e efeitos sucessórios

vínculos biológicos e socioafetivos

Autores

  • Ana Laura Ferreira Alves
  • Maria Sabrina de Paula Leite
  • Ana Paola de Castro e Lins

Resumo

Trata-se de pesquisa acerca das repercussões da multiparentalidade no Direito Sucessório brasileiro, considerando o reconhecimento jurídico da filiação socioafetiva e a possibilidade de coexistência entre vínculos biológicos e afetivos. Parte-se do pressuposto de que a transformação do conceito jurídico de família, impulsionada pela Constituição Federal de 1988 e pela valorização do princípio da afetividade, possibilitou o reconhecimento da multiparentalidade como expressão das novas configurações familiares. Nesse contexto, destaca-se o julgamento do Recurso Extraordinário 898.060/SC (Tema 622), no qual o Supremo Tribunal Federal reconheceu que a paternidade socioafetiva não impede o reconhecimento simultâneo da filiação biológica. Evidencia-se, contudo, que o reconhecimento da multiparentalidade projeta relevantes repercussões no âmbito sucessório, especialmente quanto à divisão patrimonial entre herdeiros. Aponta-se, assim, a necessidade de aprimoramento normativo para conferir maior estabilidade às relações jurídicas decorrentes dessas estruturas familiares.

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Publicado

07-07-2026

Como Citar

FERREIRA ALVES, Ana Laura; DE PAULA LEITE, Maria Sabrina; DE CASTRO E LINS, Ana Paola. Multiparentalidade e efeitos sucessórios: vínculos biológicos e socioafetivos. Res Severa Verum Gaudium, Porto Alegre, v. 11, n. 1bis, p. 288–294, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/resseveraverumgaudium/article/view/156597. Acesso em: 1 ago. 2026.

Edição

Seção

GT IV - A reforma do Código Civil e o futuro da codificação