Autonomia contratual nas relações familiares

uma análise sob a perspectiva de gênero

Autores

  • Caroline Trindade de Almeida
  • Fernanda Viana Lima

Resumo

O presente estudo investiga a contratualização das relações familiares no âmbito do Direito de Família, com especial atenção à incidência da perspectiva de gênero na interpretação e aplicação desses instrumentos. Parte-se da análise da autonomia privada como valor jurídico relevante, problematizando sua compreensão tradicional à luz das assimetrias estruturais que atravessam o espaço doméstico. A pesquisa adota abordagem qualitativa e interdisciplinar, valendo-se de revisão bibliográfica, análise normativa e exame de decisões judiciais, com destaque para a Resolução n. 492/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero. Os resultados indicam que a formalização contratual, quando orientada por parâmetros de neutralidade e igualdade meramente formal, revela-se insuficiente para assegurar a igualdade material nas relações familiares, podendo contribuir para a reprodução de desigualdades de gênero. Evidencia-se, assim, a relevância de abordagens interpretativas orientadas pela perspectiva de gênero, capazes de conferir efetividade à autonomia privada e de promover maior equilíbrio nas relações familiares.

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Publicado

07-07-2026

Como Citar

TRINDADE DE ALMEIDA, Caroline; VIANA LIMA, Fernanda. Autonomia contratual nas relações familiares: uma análise sob a perspectiva de gênero. Res Severa Verum Gaudium, Porto Alegre, v. 11, n. 1bis, p. 131–136, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/resseveraverumgaudium/article/view/156572. Acesso em: 1 ago. 2026.

Edição

Seção

GT II - Desafios do Direito das Famílias e das Sucessões