Alienação parental e incertezas epistêmicas

controvérsias científicas sobre a Lei n. 12.318/2010

Autores

  • Kelly Cristina Canela
  • Maria Yumi Buzinelli Inaba

Resumo

O presente estudo tem por objetivo geral analisar a alienação parental à luz das incertezas epistêmicas que permeiam sua construção científica e sua positivação pela Lei n. 12.318/2010, investigando as controvérsias relacionadas à Síndrome da Alienação Parental e à natureza jurídica do instituto. Parte-se da hipótese de que a normatização não suprimiu o dissenso científico originário, mas o deslocou para novas reflexões que transcendem a incerteza epistemológica para o plano dogmático. A pesquisa adota o método dialético, com abordagem qualitativa, fundamentando-se em revisão bibliográfica sistematizada e análise documental da legislação e de produções acadêmicas pertinentes. Conclui-se que a alienação parental se insere em um campo de pluralidade interdisciplinar e disputas conceituais, revelando instabilidade epistemológica que exige uma reflexão crítica acerca da transposição de construções científicas controversas para transformações paradigmáticas no Direito das Famílias.

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Publicado

07-07-2026

Como Citar

CANELA, Kelly Cristina; BUZINELLI INABA, Maria Yumi. Alienação parental e incertezas epistêmicas: controvérsias científicas sobre a Lei n. 12.318/2010. Res Severa Verum Gaudium, Porto Alegre, v. 11, n. 1bis, p. 117–123, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/resseveraverumgaudium/article/view/156570. Acesso em: 1 ago. 2026.

Edição

Seção

GT II - Desafios do Direito das Famílias e das Sucessões