Violência simbólica, objetificação feminina no trabalho e dano moral in re ipsa

Autores

  • Olívia Karla Oliveira Magalhães
  • Kauane Silva Gonçalves
  • Priscilla Maria Santana Macedo Vasques

Resumo

A persistência de desigualdades de gênero no ambiente de trabalho revela a permanência de estruturas sociais que reproduzem formas explícitas e simbólicas de discriminação contra mulheres, destacando-se a violência simbólica, caracterizada por práticas naturalizadas que objetificam o corpo feminino, reforçam estereótipos de gênero e deslegitimam a capacidade intelectual e profissional das trabalhadoras. Nesse cenário, busca-se analisar se práticas de violência simbólica e objetificação feminina no ambiente laboral configuram violação aos direitos da personalidade apta a caracterizar dano moral in re ipsa, à luz da teoria civil-constitucional da responsabilidade civil. A pesquisa possui abordagem qualitativa, com método bibliográfico e documental. Os resultados indicam que a violência simbólica no trabalho constitui forma relevante de discriminação de gênero e pode gerar lesão direta à dignidade da pessoa humana, prescindindo, no geral, da comprovação específica do sofrimento psíquico da vítima. Conclui-se que a aplicação da teoria do dano moral in re ipsa contribui para superar barreiras probatórias inerentes a essas práticas e reforça o papel da responsabilidade civil na proteção da dignidade feminina e na promoção da igualdade material nas relações laborais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

07-07-2026

Como Citar

OLIVEIRA MAGALHÃES, Olívia Karla; SILVA GONÇALVES, Kauane; SANTANA MACEDO VASQUES, Priscilla Maria. Violência simbólica, objetificação feminina no trabalho e dano moral in re ipsa. Res Severa Verum Gaudium, Porto Alegre, v. 11, n. 1bis, p. 71–76, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/resseveraverumgaudium/article/view/156533. Acesso em: 1 ago. 2026.

Edição

Seção

GT I - Interseccionalidade no Direito Civil