Inteligência artificial generativa e princípio do juiz natural

uma análise crítica da compatibilidade

Autores

  • Guilherme Rosa Bandeira Universidade Federal de Santa Maria

Resumo

O presente artigo analisa a compatibilidade entre o uso da inteligência artificial generativa como auxílio na elaboração de decisões judiciais e o princípio do juiz natural no processo civil brasileiro. O objetivo é investigar se essa prática compromete as garantias fundamentais da competência, imparcialidade e identidade física do juiz. Para tanto, utilizou-se o método de abordagem dialético, confrontando a tese da eficiência tecnológica com a antítese da salvaguarda de garantias. A pesquisa foi desenvolvida por meio do procedimento monográfico, com base em pesquisa bibliográfica e documental. Os resultados indicam que a compatibilidade, embora teoricamente possível, é estritamente condicionada à existência de salvaguardas robustas, como regulação efetiva e transparência das ferramentas. A análise do cenário atual demonstrou que tais condições não estão presentes, o que inviabiliza a concretização prática desse ideal. Conclui-se, portanto, que a compatibilidade se apresenta como um projeto futuro, e não como uma realidade presente, e que a prática corrente, na ausência de governança adequada, representa um risco concreto às garantias do jurisdicionado.

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Publicado

22-06-2026

Como Citar

ROSA BANDEIRA, Guilherme. Inteligência artificial generativa e princípio do juiz natural: uma análise crítica da compatibilidade. Res Severa Verum Gaudium, Porto Alegre, v. 11, n. 1, p. 294–322, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/resseveraverumgaudium/article/view/154093. Acesso em: 3 ago. 2026.