Efeito do extrato aquoso de Dioclea grandiflora Mart. ex Benth. nos rins de camundongos (Mus musculus Linnaeus, 1758)

Autores

  • Lécio Leone de Almeida Universidade Regional do Cariri - URCA Centro de Ciências da Saúde e Biológicas
  • Diógenes Luís da Mota Universidade Federal de Pernambuco - UFPE Centro de Ciências Biológicas
  • Luiz Lucio Soares da Silva Universidade Federal de Pernambuco - UFPE Centro de Ciências Biológicas
  • Vitória de Cássia Félix de Almeida Universidade Regional do Cariri, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde

Palavras-chave:

Toxicidade, Morfometria, Histopatologia, Plantas Medicinais

Resumo

O propósito do trabalho foi avaliar e quantificar alterações morfológicas de corpúsculos renais e túbulos coletores de camundongos tratados com extrato aquoso de Dioclea grandiflora Mart. ex Benth., planta medicinal distribuída nas regiões da Caatinga e do Serrado do Nordeste do Brasil, utilizada pela população de baixa renda na preparação de infusões para casos de distúrbios renais e prostáticos. Dividiu-se 16 camundongos albinos suiços (Mus musculus Linnaeus), machos com idade entre 45 e 60 dias, e peso corpóreo variando de 22 a 32 g, em dois grupos com oito animais cada. O grupo controle recebeu solução salina a 0,9% de NaCl e o grupo experimental recebeu extrato de Dioclea grandiflora dissolvido em soro fisiológico (NaCl 0,9%) por sete dias via intraperitoneal. A dosagem do extrato para o tratamento foi de 62 mg/kg, conforme a DL50. Após a eutanásia dos animais, os rins foram seccionados póstero-lateralmente e submetidos à rotina histológica. Para a análise estatística utilizou-se o teste Mann-Whitney e o nível de significância aceito foi p<0,05. No estudo histológico foram observadas diferenças estruturais significativas entre os grupos estudados como: hiperemia glomerular; degeneração tubular; desorganização do tufo glomerular e proliferação celular na matriz mesangial. Na análise morfométrica observou-se redução das áreas do diâmetro do corpúsculo renal, glomérulo e espaço subcapsular. Os resultados permitem sugerir que as alterações histopatológicas e histomorfométricas são decorrentes de alterações na magnitude da ação tóxica da planta sobre os componentes renais. Desta forma, a pesquisa demonstra a importância de estudos envolvendo plantas medicinais e seus possíveis efeitos tóxicos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografias Autor

Lécio Leone de Almeida, Universidade Regional do Cariri - URCA Centro de Ciências da Saúde e Biológicas

Departamento de Ciências Biológicas

Áreas: Embriologia e Histologia.

Diógenes Luís da Mota, Universidade Federal de Pernambuco - UFPE Centro de Ciências Biológicas

Departamento de Histologia e Embriologia

Histologia, Embriologia e Biologia Celular

 

Luiz Lucio Soares da Silva, Universidade Federal de Pernambuco - UFPE Centro de Ciências Biológicas

Departamento de Histologia e Embriologia

Botânica Aplicada e Farmacologia

Vitória de Cássia Félix de Almeida, Universidade Regional do Cariri, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde

Departamento de Enfermagem.

Enfermagem,  Enfermagem Médico-Cirúrgica e Enfermagem Psiquiátrica.

Publicado

2013-04-02

Como Citar

Almeida, L. L. de, Mota, D. L. da, Silva, L. L. S. da, & Almeida, V. de C. F. de. (2013). Efeito do extrato aquoso de Dioclea grandiflora Mart. ex Benth. nos rins de camundongos (Mus musculus Linnaeus, 1758). Revista Brasileira De Biociências, 11(1). Obtido de https://seer.ufrgs.br/index.php/rbrasbioci/article/view/115544

Edição

Secção

Artigos