Efeito do extrato aquoso de Dioclea grandiflora Mart. ex Benth. nos rins de camundongos (Mus musculus Linnaeus, 1758)
Parole chiave:
Toxicidade, Morfometria, Histopatologia, Plantas MedicinaisAbstract
O propósito do trabalho foi avaliar e quantificar alterações morfológicas de corpúsculos renais e túbulos coletores de camundongos tratados com extrato aquoso de Dioclea grandiflora Mart. ex Benth., planta medicinal distribuída nas regiões da Caatinga e do Serrado do Nordeste do Brasil, utilizada pela população de baixa renda na preparação de infusões para casos de distúrbios renais e prostáticos. Dividiu-se 16 camundongos albinos suiços (Mus musculus Linnaeus), machos com idade entre 45 e 60 dias, e peso corpóreo variando de 22 a 32 g, em dois grupos com oito animais cada. O grupo controle recebeu solução salina a 0,9% de NaCl e o grupo experimental recebeu extrato de Dioclea grandiflora dissolvido em soro fisiológico (NaCl 0,9%) por sete dias via intraperitoneal. A dosagem do extrato para o tratamento foi de 62 mg/kg, conforme a DL50. Após a eutanásia dos animais, os rins foram seccionados póstero-lateralmente e submetidos à rotina histológica. Para a análise estatística utilizou-se o teste Mann-Whitney e o nível de significância aceito foi p<0,05. No estudo histológico foram observadas diferenças estruturais significativas entre os grupos estudados como: hiperemia glomerular; degeneração tubular; desorganização do tufo glomerular e proliferação celular na matriz mesangial. Na análise morfométrica observou-se redução das áreas do diâmetro do corpúsculo renal, glomérulo e espaço subcapsular. Os resultados permitem sugerir que as alterações histopatológicas e histomorfométricas são decorrentes de alterações na magnitude da ação tóxica da planta sobre os componentes renais. Desta forma, a pesquisa demonstra a importância de estudos envolvendo plantas medicinais e seus possíveis efeitos tóxicos.
