Avifauna apreendida no extremo sul catarinense: apreensões feitas durante oito anos de fiscalização e combate à captura de aves silvestres

Autores

  • Ivan Réus Viana Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC
  • Jairo José Zocche Universidade do Exremo Sul Catariense

Palavras-chave:

Passeriformes, caça predatória, fiscalização, ameaça à diversidade.

Resumo

A captura de aves silvestres para fins não científicos ameaça a sua conservação. A predileção à caça ocorre principalmente por conta da beleza, canto e adaptação à vida em cativeiro. Considerando os danos que a caça predatória causa à fauna silvestre brasileira, há carência generalizada de informações sobre o tema, o que dificulta a avaliação da dimensão do problema e de seu impacto no Brasil. Objetivou-se analisar os dados obtidos a partir das atividades de fiscalização e recolhimento de aves silvestres pelo 10º Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental de Maracajá, durante os anos de 2004 a 2011. Nesse período, foram apreendidas 1.360 aves, compreendendo 54 espécies distribuídas em 21 famílias e nove ordens. Predominaram indivíduos da ordem Passeriformes (91,8%), da família Emberizidae (45,1%) do gênero Sporophila (28,4%), seguido das aves da família Thraupidae (32,3%) do gênero Saltator, com 25,1%. Essa predominância também é observada tanto no âmbito estadual como nacional, o que demonstra a preferência por espécimes desses táxons. As espécies Sporophila caerulescens (n=386) e Saltator similis (n=342) corresponderam a 53,53% dos 1.360 espécimes apreendidos. Nos municípios de Criciúma (n=351), Araranguá (n=153) e Siderópolis (n=92) ocorreram as maiores apreensões. A presença das espécies Gubernatrix cristata, Ara ararauna, Aratinga aurea e Saltatricula atricollis sugere a vinda de aves de outros estados e regiões. Foram registradas três espécies ameaçadas de extinção: Gubernatrix cristata, Procnias nudicollis e Tinamus solitarius, além de seis espécies endêmicas da Mata Atlântica.

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Biografia do Autor

Ivan Réus Viana, Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Extremo Sul Catarinense. Graduado no Curso de Ciências Biológicas - Bacharelado da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC; Onde foi Bolsista de Iniciação Científica do Laboratório de Ecologia de Paisagem e de Vertebrados (ênfase em Ornitologia: Biologia reprodutiva de Myiopsitta monachus; levantamentos e distribuição da avifauna no extremo sul de Santa Catarina utilizando listas de Mackinnon); Ecologia de Paisagem voltada para conectividade e manejo de ecossistemas alterados (ênfase em metais pesados nas plantas e animais em áreas de mineração de carvão). Anilhador Junior credenciado junto ao SNA CEMAVE.

Jairo José Zocche, Universidade do Exremo Sul Catariense

Graduado em Ciências Habilitação Biologia pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (1984), mestre em Ecologia, pelo PPG-ECO, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1989), doutor em Ciências pelo PPG-BOTÂNICA, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002) e Pós-Doutor em Biologia da Conservação de Cinclodes pabsti Sick, 1969 (Furnariidae) pelo Departamento de Zoologia da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (2011). Atualmente é professor titular na Universidade do Extremo Sul Catarinense, Professor visitante do Doutoramento em Quaternário: Materiais e Culturas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, UTAD, Portugal. Anilhador sênior credenciado junto ao SNA/CEMAVE. Tem experiência na área de Ecologia, atuando em: Ecologia de Paisagem e de Vertebrados (ênfase em herpetologia, ornitologia e mastozoologia); Ecologia e manejo de ecossistemas alterados (ênfase em metais pesados no solo, plantas e animais em áreas de mineração de carvão) e; Gerenciamento Territorial.

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Publicado

2013-12-31

Como Citar

Viana, I. R., & Zocche, J. J. (2013). Avifauna apreendida no extremo sul catarinense: apreensões feitas durante oito anos de fiscalização e combate à captura de aves silvestres. Revista Brasileira De Biociências, 11(4). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/rbrasbioci/article/view/115500

Edição

Seção

Artigos