Avifauna apreendida no extremo sul catarinense: apreensões feitas durante oito anos de fiscalização e combate à captura de aves silvestres
Mots-clés :
Passeriformes, caça predatória, fiscalização, ameaça à diversidade.Résumé
A captura de aves silvestres para fins não científicos ameaça a sua conservação. A predileção à caça ocorre principalmente por conta da beleza, canto e adaptação à vida em cativeiro. Considerando os danos que a caça predatória causa à fauna silvestre brasileira, há carência generalizada de informações sobre o tema, o que dificulta a avaliação da dimensão do problema e de seu impacto no Brasil. Objetivou-se analisar os dados obtidos a partir das atividades de fiscalização e recolhimento de aves silvestres pelo 10º Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental de Maracajá, durante os anos de 2004 a 2011. Nesse período, foram apreendidas 1.360 aves, compreendendo 54 espécies distribuídas em 21 famílias e nove ordens. Predominaram indivíduos da ordem Passeriformes (91,8%), da família Emberizidae (45,1%) do gênero Sporophila (28,4%), seguido das aves da família Thraupidae (32,3%) do gênero Saltator, com 25,1%. Essa predominância também é observada tanto no âmbito estadual como nacional, o que demonstra a preferência por espécimes desses táxons. As espécies Sporophila caerulescens (n=386) e Saltator similis (n=342) corresponderam a 53,53% dos 1.360 espécimes apreendidos. Nos municípios de Criciúma (n=351), Araranguá (n=153) e Siderópolis (n=92) ocorreram as maiores apreensões. A presença das espécies Gubernatrix cristata, Ara ararauna, Aratinga aurea e Saltatricula atricollis sugere a vinda de aves de outros estados e regiões. Foram registradas três espécies ameaçadas de extinção: Gubernatrix cristata, Procnias nudicollis e Tinamus solitarius, além de seis espécies endêmicas da Mata Atlântica.
