Efeito de extratos de casca de café (Coffea arabica L.) na germinação e crescimento de pepino (Cucumis sativus L.)

Autores

  • Dayane May
  • Cíntia Mara Ribas de Oliveira
  • Ledyane Dalgallo Rocha
  • Leila Teresinha Maranho

Palavras-chave:

efeito alelopático, Coffea arabica, bioensaio, Cucumis sativ

Resumo

A alelopatia é o processo pelo qual produtos do metabilosmo secundário de um determinado vegetal são liberados, podendo inibir ou estimular o crescimento de outras plantas relativamente próximas. Este estudo teve por objetivo avaliar o potencial alelopático do extrato bruto da casca de café (Coffea arabica L.) sobre a germinação e desenvolvimento de sementes de pepino (Cucumis sativus L.). O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com 10 repetições e 5 concentrações dos extratos (0, 5, 10, 15 e 20%) aplicadas em vasos contendo substrato comercial e 20 sementes de C. sativus em cada vaso. Testou-se, ainda, o efeito alelopático sobre sementes de C. sativus em placas de Petri, forradas com papel filtro e com os extratos a 25, 50, 75 e 100%, em blocos casualizados e com 6 repetições cada. O controle foi feito com água destilada nos dois bioensaios. A aplicação do extrato de casca de café no primeiro bioensaio estimulou o aumento da biomassa de C. sativus, conforme aumentou a concentração. O extrato mais concentrado, no segundo bioensaio, inibiu o desenvolvimento da radícula em todos os tratamentos, em comparação ao controle. O extrato de casca de café em baixas concentrações estimulou a germinação e desenvolvimento de C. sativus e em altas concentrações inibiu seu crescimento e desenvolvimento. Devido ao potencial alelopático comprovado que o resíduo possui, torna-se de grande importância que estudos sugiram novas opções de uso da casca de café e práticas de manejo, para prevenção à poluição de ecossistemas.

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Biografia do Autor

Dayane May

Possui graduação em Ciências Biológicas - Bacharelado e Licenciatura Plena - e Mestrado Profissional em Gestão Ambiental, ambos pela Universidade Positivo (Curitiba - PR). Durante a graduação desenvolveu trabalhos nas diferentes áreas da Biologia, sendo mais atuante em Botânica. No mestrado trabalhou principalmente com o gerenciamento de resíduos agroindustriais. Tem experiência no ensino de Ciências e Biologia.

Cíntia Mara Ribas de Oliveira

Possui graduação em Letras Português-Inglês pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1993), graduação em Química pela Universidade Federal do Paraná (1994), mestrado em Ciências Biológicas (Área de concentração: Bioquímica) pela Universidade Federal do Paraná (1997) e doutorado Ciências Biológicas (Área de concentração: Bioquímica) pela Universidade Federal do Paraná (2001). Atualmente, é professora titular da Universidade Positivo, do Curso de Graduação em Farmácia e de Mestrado Profissional em Gestão Ambiental. Atua nas áreas de Análises ambientais, Gestão Ambiental, Educação Ambiental e Bioquímica, com ênfase em Química de Macromoléculas, principalmente nos seguintes temas: carboidratos, remediação de ambientes quáticos contaminados com metais pesados e outros poluentes, atividade biológica.

Ledyane Dalgallo Rocha

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Positivo (2008) e mestrado em Qualidade Ambiental pela Universidade Feevale (2010). É aluna do doutorado em Qualidade Ambiental da  Universidade Feevale (bolsista CAPES).  Tem experiência na área de Botânica, atuando principalmente em anatomia vegetal.

Leila Teresinha Maranho

Possui graduação em Biologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1994), mestrado em Botânica pela Universidade Federal do Paraná (1998) com ênfase em plantas medicinais e doutorado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná (2004) com ênfase em Conservação da Natureza. Tem experiência na área de Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: Ecotoxicologia: avaliação dos efeitos dos poluentes em plantas em diferentes ecossistemas. Anatomia Ecológica: influência dos fatores ambientais na estrutura morfológica e anatômica dos vegetais. Bioindicação passiva ou ativa: reações morfológicas de vegetais a influências antrópicas; respostas das comunidades vegetais à poluição ambiental; bioensaios desenvolvidos com bioindicadores vegetais para avaliar as reações morfológicas de vegetais e o potencial mutagênico de poluentes urbanos atmosféricos. Biomonitoramento: avaliação do comportamento de poluentes no ambiente ou monitoramento de sua ação através de organismos vegetais. Avaliação da estrutura de comunidades vegetais (florística e fitossociologia). Estudo e difusão de tecnologias de restauração ambiental e recuperação de áreas degradadas com espécies nativas. Aplicação de modelos de revegetação em áreas degradadas visando à restauração ecológica de florestas ciliares. Uso da Fitorremediação na descontaminação ou despoluição ambiental. Poluentes-alvo: chorume; águas poluídas; petróleo; metais pesados; e poluição atmosférica; Etnobotânica: recuperação e valoração dos conhecimentos acumulados ao longo do tempo e das tradições. Educação Socioambiental: elaboração de programas de intervenção socioambiental (estratégias e ações) com base no modelo ANISE.

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Publicado

2011-06-20

Como Citar

May, D., Ribas de Oliveira, C. M., Rocha, L. D., & Maranho, L. T. (2011). Efeito de extratos de casca de café (Coffea arabica L.) na germinação e crescimento de pepino (Cucumis sativus L.). Revista Brasileira De Biociências, 9(2). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/rbrasbioci/article/view/115424

Edição

Seção

Artigos