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Ensaios Visuais

v. 7, n. 1 (2025)

Poeira Branca: A rotina de uma trabalhadora

DOI
https://doi.org/10.22456/2596-0911.147447
Inviata
maggio 15, 2025
Pubblicato
2025-12-22

Abstract

 “Mais uma vez conto os minutos para mudar de setor. O suor escorre para minha boca. Arrumo os óculos embaixo da máscara para garantir que não têm frestas e o equipamento passa a cravar na minha pele”. O ensaio visual trata sobre a performance de longa duração Poeira Branca, realizada pelo grupo Em-cadeia no MuMA, em Curitiba. Na performance, os cinco artistas visíveis através da vitrine do museu, separados em funções e vestidos com equipamentos de proteção individual, produzem peças de gesso a partir de moldes de seus corpos, as transportam e, em um ciclo contínuo, as quebram e recomeçam o processo. Pretende-se compartilhar a experiência na perspectiva de uma das artistas, através do diário realizado durante a execução da ação, remontando a vivência do corpo. Mergulhar na imagem gerada pela ação e estabelecer diálogo com as teóricas Nancy Fraser e Marina Garcés. Na performance, é apresentado o trabalho alienado, ao mesmo tempo que o público tem acesso às etapas e é confrontado com a sequência proposta: produção incessante que, pensando com Fraser, se canibaliza. O ponto de partida é o corpo da trabalhadora, imersa no presente do tempo que resta, mas assim como Garcés propõe, investiga-se o uso de ferramentas que possibilitem a insubmissão à ideologia do tempo póstumo. 

Riferimenti bibliografici

  1. FRASER, Nancy. Capitalismo canibal: como nosso sistema está devorando a nossa democracia, o cuidado e o planeta e o que podemos fazer a respeito disso. São Paulo: Editora Autonomia Literária, 2024.
  2. GARCÉS, Marina. Novo Esclarecimento Radical. Belo Horizonte: Âyiné, 2019.

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