Este artigo examina dois modelos de atlas procurando pensá-los como métodos de pesquisa e de transmissão. O primeiro é o Atlas Mnemosyne, de Aby Warburg, que permite ressignificar os registros e os padrões historiográficos através de uma lógica de sobrevivência de imagens e de gestos. O segundo é o Feral Atlas, de Anna Tsing, que considera as relações entre viventes humanos e mais-que-humanos em um sistema de mapeamento dos processos do Antropoceno. Propomos que ambos esses projetos desenvolvem um "princípio-atlas" (Didi-Huberman, 2018) como procedimento metodológico e epistêmico capaz de orientar a produção de pensamento ensaístico através de abordagens inovadoras que integram emoção, memória e perspectivas ecológicas.