A amplitude e diversidade dos filmes que representam o fim de vida talvez não permita enquadrá-los num conceito único de género, porém os conceitos de efeito câmara e fabulação quando relacionados com as práticas da boa morte, podem, na hipótese aqui proposta, ser considerados instrumentos úteis na identificação de alguns filmes que pelo modo como foram feitos, mais do que por aquilo que mostram, se possam entender como as mediações cinematográficas das recomendações prescritas o livro “Ars Moriendi”. Recomendações, hoje cada vez mais disseminadas no acompanhamento médico de pessoas em final de vida.