Com base em algumas observações de Cavell sobre a ontologia da imagem fotográfica e de Diamond sobre o fenômeno que ela chama de dificuldade da realidade, o texto estabelece algumas observações sobre a relação entre fotografia e nossa percepção da finitude humana. Para tanto, reconstruímos a tese do realismo da fotografia de Cavell, insistindo que o meio mantém uma relação forte com o nosso mundo como sua base material. Em particular, é avançada a ideia de uma dificuldade da fotografia, a possibilidade de que nossa dificuldade em falar de objetos em fotografias, entidades presentes e ausentes ao mesmo tempo, surjam perplexidades temporais e ontológicas. Como exemplo, é discutida uma passagem de Sontag onde ela parece não reconhecer essas dificuldades.