Mestre em Estudos da Linguagem na linha Literatura, Memória e Cultura do Programa de Pós-Graduação em Letras, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). E-mail: alicesvr.revisao@gmail.com. Orcid: 0009-0009-9763-9807.
Este artigo discute a sobrevida do trágico, que não se restringe à tragédia como gênero literário, mas a antecede e se manifesta em outras formas narrativas, como aponta Lesky (1996), incluindo o romance. Para explorar essa questão, analisa-se o romance gótico O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë, publicado em 1847, identificando elementos que dialogam com o conceito do trágico. A obra apresenta aspectos como destino inexorável, os conflitos irreconciliáveis e a presença de forças destrutivas, que podem ser examinados sob essa perspectiva teórica de Szondi (2004). Assim, busca-se compreender como o trágico se mantém e se reinventa no contexto do romance, ampliando seu alcance na literatura.
Citas
AUERBACH, Erich. Mimesis: a representação da realidade na literatura ocidental. São Paulo: Perspectiva, 2021.
BATAILLE, Georges. A literatura e o mal. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
BRONTË, Emily. O morro dos ventos uivantes. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
DIAS, Daise Lilian Fonseca. O erro trágico de Cathy em O morro dos ventos uivantes, de Emily Brontë. Ângulo, Lorena, n. 117, p. 23-31, 2009. Disponível em: https://www.academia.edu/download/84421741/207.pdf. Acesso em: 25 mar. 2025.