O artigo desenvolve uma leitura crítica do capitalismo contemporâneo a partir das obras de Teresa Margolles e Santiago Sierra, apresentadas em Fetiches Críticos: Residuos de la Economía General. Ancorada nas reflexões de Gilles Lipovetsky, Jean Serroy e Hal Foster, a análise acompanha como Margolles converte vestígios materiais da morte em um registro incisivo da violência estrutural, enquanto Sierra expõe os regimes de trabalho e linguagem que sustentam a exploração. Em diálogo com o projeto curatorial, tais práticas configuram um campo de tensões no qual as promessas de racionalidade econômica, progresso e neutralidade estética se fraturam, revelando as contradições do capitalismo global.