Graduada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB, Centro de Artes Humanidades e Letras. Integrante do Programa de Extensão História da Arte e Gênero e do Projeto de Pesquisa El Mapa: perspectivas decoloniais desde a América Latina. Atua na Linha de Pesquisa “História(s) da(s) arte(s) e visualidades transculturais: decolonialidades, gênero e narrativas do Sul Global”, do Grupo de Pesquisa [Re]image: grupo de pesquisa em Artes Visuais, na mesma instituição, atuou como pesquisadora voluntária pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC). E-mail de contato: driteles9@gmail.com. Orcid: 0009-0009-6292-5125.
Professora Doutora em História vinculada às graduações de licenciatura e bacharelado em História da Arte no Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (CAHL – UFRB). E-mail: priscilamiraz@ufrb.edu.br. Orcid: 0009-0000-7179-6657.
Neste trabalho, apresentamos uma análise crítica sobre o conceito de autohistória, elaborado pela escritora Glória Anzaldúa, considerando-o como um elemento representativo da história de vida da escritora, que transcende os limites da biografia, tornando-se uma representação da história de seu próprio povo. Investigamos como esse conceito promove diálogo e aproximações com a prática artística de Rosana Paulino e sua obra “Parede da memória”. Estudamos, ainda, como a produção artística, a partir de histórias pessoais, configura um terreno fértil para analisar tensões entre o sujeito e as estruturas de poder inerentes à colonialidade e como existe um potencial para desestabilizar o campo da arte contemporânea na América Latina. Propomos, assim, uma reavaliação crítica a partir da encruzilhada, da trajetória artística de ambas as artistas, e do feminismo decolonial, com o intuito de examinar a seguinte problemática: de que forma essas duas figuras se apropriam das linguagens artísticas e/ou do conceito de autohistória, como instrumentos decoloniais, no contexto da produção artística na América Latina?
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