Mãe Baixinha de Oxum

memória e trajetória na expansão transnacional do Santo Daime e Umbanda

Autores

  • Cleris Golzio Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.154502

Palavras-chave:

Memória Social, Liderança Feminina, Santo Daime, Umbanda

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar a trajetória de Mãe Baixinha da Oxum como experiência feminina de liderança religiosa e como enunciação política da memória no processo de expansão transnacional do Santo Daime, bem como compreender de que modo sua atuação contribui para a articulação simbólica e ritual com a Umbanda e para a formação de práticas de resistência e continuidade cultural. Inserido no campo interdisciplinar da Memória Social, o estudo mobiliza os conceitos de memória social, subjetividade narrativa, resistência simbólica e sincretismo religioso para compreender o papel da liderança feminina na produção de narrativas, rituais e práticas religiosas. A pesquisa adota abordagem qualitativa e interpretativa, fundamentada em revisão bibliográfica, etnografia participante e análise narrativa de memórias e práticas rituais. Como resultados, demonstra-se que sua atuação possibilitou a consolidação de uma aliança ritual e a formação de um arquivo vivo, sustentado por narrativas orais, rituais e performances corporais, compreendidos como práticas de resistência histórica e preservação da memória coletiva.

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

GOLZIO, Cleris. Mãe Baixinha de Oxum: memória e trajetória na expansão transnacional do Santo Daime e Umbanda. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 74, p. 234–251, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.154502. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/154502. Acesso em: 2 nov. 2026.