A cosmopolítica das Malungas Iyalodês nos Quilombos de Salvaterra, Arquipélago do Marajó/PA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.154201

Palavras-chave:

Quilombolas, Malungas Iyalodês, Cosmopolítica, Agenciamentos, Corpo-mapa/memória

Resumo

A partir de pesquisa bibliográfica, entrevistas e etnografia realizadas entre 2021 e 2022, o artigo analisa como as Malungas Iyalodês – termo reativado/retomado pela antropóloga salvaterrense Maria Pascoa De Sousa – constroem processos de reexistência por meio de agenciamentos. Tais agenciamentos se articulam a partir de corpos que são mapa e memória, no qual se inscrevem trajetórias históricas, saberes ancestrais e práticas de cuidado com a terra. Essas mulheres rompem com a dicotomia moderna entre natureza e cultura e mobilizam uma cosmopolítica, compreendida como o entrelaçamento entre cosmos e política, no qual alianças entre humanos e não humanos sustentam a defesa da vida e do território. Desde a criação de hortas comunitárias e iniciativas de economia solidária até as práticas de medicina tradicional e a ocupação de espaços institucionais, tais agenciamentos compõem uma cosmopolítica que reexiste contra as monoculturas da mente e da terra que se instauram em Salvaterra, na Ilha de Marajó/PA.

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

RODRIGUES DANTAS, Rovanne. A cosmopolítica das Malungas Iyalodês nos Quilombos de Salvaterra, Arquipélago do Marajó/PA. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 74, p. 565–595, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.154201. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/154201. Acesso em: 2 nov. 2026.