Trajectories of Fat Women Artists: Body, Memory, and Practices of Resistance in the Art Field
corpo, memória e práticas de resistência no campo da arte
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154498Keywords:
Trajetória, Memória, Arte contemporânea, Subjetivação, Corpo GordoAbstract
This article analyzes the trajectories of visual artists Fernanda Magalhães and Camila Fontenele through the articulation of body, art, and memory within the contemporary artistic field. Grounded in qualitative research with a cartographic approach, the study follows narratives, artworks, and creative processes, understanding trajectory as a situated and non-linear process of self-production. Considering fatness as a social marker that structures regimes of visibility, recognition, and exclusion, it argues that their artistic practices operate as ethical-aesthetic-political interventions that challenge the artistic canon and displace hegemonic ways of perceiving the female body. By reinscribing their bodies as sites of enunciation and creation, the artists transform experiences marked by normativity and silencing into public and shareable matter, producing dissident spaces of memory. In this process, art emerges as a field of subjectivity and symbolic dispute, expanding the limits of what can be lived, recognized, and shared.
Downloads
References
BRAIDOTTI, Rosi. Lo posthumano. Barcelona: Gedisa, 2013.
BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas: notas para uma teoria performativa de assembleia. Tradução de Fernanda Siqueira Miguens. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.
BUTLER, Judith. Corpos que importam: os limites discursivos do “sexo”. São Paulo: n-1 edições, 2019.
CAVALCANTE, Diego F. M. Pensar com a arte: por uma estética da sensação em Deleuze e Guattari. Prometeus, n. 40, 2022. Disponível em: https://seer.ufs.br/index.php/prometeus/article/view/17447/13315. Acesso em: 20 jul. 2023.
CONTRERA, Laura. Cuerpos sin patrones, carne indisciplinada: apuntes para una revuelta gorda contra la policía de la normalidad corporal. In: CONTRERA, Laura; CUELLO, Nicolas (orgs.). Cuerpos sin patrones: resistencias desde las geografías desmesuradas de la carne. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Madreselva, 2016.
CUELLO, Nicolas. ¿Podemos lxs gordxs hablar? Activismo, imaginación y resistencia desde las geografías desmesuradas de la carne. In: CONTRERA, Laura; CUELLO, Nicolas (orgs.). Cuerpos sin patrones: resistencias desde las geografías desmesuradas de la carne. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Madreselva, 2016.
FORTH, Christopher E.; AIRES, A. Sentidos do corpo gordo e da gordura na cultura material: além do visual, além do humano e até mesmo além dos corpos. dObra[s], n. 33, p. 207–218, 2021. Disponível em: https://dobras.emnuvens.com.br/dobras/article/view/1438. Acesso em: 24 ago. 2022.
FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade: curso no Collège de France (1975-1976). Tradução de Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu, Campinas, n. 5, p. 7–41, 1995. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/1773. Acesso em: 18 jun. 2019.
JONES, Amelia. Estudio. In: WARR, Tracey. El cuerpo del artista. London: Phaidon, 2006.
LIMA, Juliana Meirelles. Posicionamentos de adolescentes sobre enunciados de conformação corporal que circulam no Instagram. 2020. 238 f. Tese (Doutorado em Psicologia Social) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2020.
MASSON, Lucrecia. Epistemología rumiante. Cidade do México: Ediciones Inestables, 2017.
NOCHLIN, Linda. Por que não houve grandes mulheres artistas? Tradução de Juliana Vacaro. São Paulo: Edições Aurora, 2016.
PARPINELLI, Roberta S. A/r/tografia de um corpo-experiência: arte contemporânea, feminismos e produção de subjetividade. 2015. 276 f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Universidade Estadual Paulista, Assis, 2015.
PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia. Sobre a validação da pesquisa cartográfica: acesso à experiência, consistência e produção de efeitos. Fractal: Revista de Psicologia, v. 25, n. 2, p. 391–414, maio/ago. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/fractal/a/9w77837Qthmp4bGsDgpgvSG/abstract/?lang=pt. Acesso em: 12 out. 2021.
PRECIADO, P. B.; MARCONDES NOGUEIRA, F. F. Quem defende a criança queer? Jangada: Crítica, Literatura e Artes, v. 1, n. 1, p. 96–99, 2018.
PIVETA, Ruth T. A. Nas dobras do corpo, outros mundos futuros para agora: poéticas-estéticas de visibilização e afirmação das corporalidades gordas . Tese de Doutorado - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2023.
PIVETA, RUTH T. A. CORPOS EM DISPUTA: a gordofobia como tecnologia de controle das corporalidades. In: aniele de Andrade Ferrazza; Daniele Almeida Duarte; Danielly Christina de Souza Mezzari. (Org.). Gênero e saúde: articulações na psicologia. 1ed.Curitiba: CRV, 2025, v. 1, p. 105-120.
ROLNIK, Suely. Cartografia sentimental: transformações contemporâneas do desejo. São Paulo: Estação Liberdade, 1989.
ROLNIK, Suely. Despachos no museu: sabe-se lá o que vai acontecer... 2000. Disponível em: https://www.pucsp.br/nucleodesubjetividade/Textos/SUELY/Despachos.pdf. Acesso em: 9 jun. 2023.
ROLNIK, Suely. Subjetividade em obra: Lygia Clark, artista contemporânea. Revista Philos, v. 10, n. 1, 2002. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/10571/7862. Acesso em: 15 set. 2025.
ROLNIK, Suely. Antropofagia zumbi. São Paulo: n-1 edições, 2021.
SIBILIA, Paula. O pavor da carne: riscos da pureza e do sacrifício no corpo-imagem contemporâneo. Revista Famecos, Porto Alegre, n. 25, p. 68–84, 2004. Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/3286/2544. Acesso em: 22 set. 2018.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
Categories
License
Copyright (c) 2026 ILUMINURAS

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
-
Todo o conteúdo do periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons do tipo atribuição BY 4.0.
O envio dos trabalhos implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação para a revista, a qual é filiada ao sistema Creative Commons, atribuição CC 4.0. O autor é integralmente responsável pelo conteúdo do artigo e continua a deter todos os direitos autorais para publicações posteriores do mesmo, devendo, se possível, fazer constar a referência à primeira publicação na revista. Esta não se compromete a devolver as contribuições recebidas.
-
O(s) autor(es) que submete (m) artigos para publicação na revista Iluminuras são legalmente responsáveis pela garantia de que o trabalho não constitui infração de direitos autorais, isentando a Revista Iluminuras quanto a qualquer falha quanto a essa garantia.