Entre portas abertas

memória coletiva e formação de si em narrativas biográficas de um alojamento universitário

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.154487

Palavras-chave:

Trajetória, Materialidade, Alojamento Estudantil, Memória Coletiva

Resumo

Este artigo a partir de uma abordagem etnográfica autobiográfica analisa a sociabilidade vivida no alojamento estudantil da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro como um espaço formador de identidades individuais e coletivas, no qual memória, materialidade e convivência operam como dispositivos centrais de produção de pertencimento. Dialogando com Halbwachs, vemos a memória socialmente construída, enquanto com Rocha e Eckert pensamos a memória coletiva como duração, fabulação e experiência imaginada. As reflexões de Reinheimer permitem analisar a residência estudantil como uma forma social moralmente regulada, nas quais se ensaiam processos de inclusão /exclusão. O texto também contextualiza a experiência do alojamento no processo de expansão e diversificação institucional da UFRRJ, destacando os impactos das políticas de acesso e permanência sobre o perfil discente. Ao articular memória, trajetória e materialidade, sustento que o alojamento não se reduz a uma política assistencial, mas configura um corpo coletivo no qual experiências individuais se tornam narráveis e inteligíveis produzindo marcas nas trajetórias das ex-moradoras.

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Biografia do Autor

Adriana Nunes Souza, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Sou formada em Ciências Sociais pela UFRRJ, fui orientada por Patricia Reinheimer em pesquisa de iniciação científica sobre a Reforma Psiquiátrica. Atividade da qual fui bolsista por quatro semestres a partir de 2010 pelo Programa de Iniciação Científica da UFRRJ. Neste trabalho, perscrutamos sobre as manifestações artísticas no contexto da Reforma Psiquiátrica. Também desenvolvemos juntas meu Trabalho de Conclusão de Curso cujo título é: "Transtornos Psiquiátricos e Vulnerabilidade Social", nesta pesquisa, utilizei o documentário Estamira de Marcos Prado, para elencar algumas discussões importantes no processo de saúde/sofrimento mental dos indivíduos. Analisei algumas questões que aparecem no filme e sua relação com questões clássicas da antropologia - biológico e social, subjetivo e objetivo- dentro da discussão do corpo. Através da história de Estamira, é possível perceber como o indivíduo é marcado por técnicas corporais, disciplinares, morais e que processos tidos como decorrentes de dinâmicas individuais podem ser resultado de uma consonância de habitus culturais. Conceitos como autonomia, vulnerabilidade e discurso também emergiram revelando a consonância entre relações históricas e estigmatizações

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

SOUZA, Adriana Nunes. Entre portas abertas: memória coletiva e formação de si em narrativas biográficas de um alojamento universitário. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 74, p. 15–43, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.154487. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/154487. Acesso em: 2 nov. 2026.