Memórias rompidas, resistências tecidas

trajetórias das Filhas Separadas pela hanseníase no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.154461

Palavras-chave:

Gênero, Violência, Institucional, Memória, Reparação

Resumo

RESUMO: O presente artigo aborda o impacto da política de isolamento compulsório de filhos de pacientes portadores de hanseníase  sob a perspectiva de gênero, focando na segregação das “Filhas Separadas” e os efeitos em suas trajetórias de vida. Trata-se de pesquisa etnográfica, ancorada nos marcadores sociais da diferença e nas políticas higienistas que separavam os filhos de seus pais ao nascer e  seu enclausuramento em instituições públicas. São priorizadas a memória de duas mulheres – Helena e Maria Luiza- e suas trajetórias de vida, saberes e formas de resistência. Os resultados demonstraram que a segregação impôs a "orfandade de pais vivos" e um regime disciplinar rígido em instituições totais em que as meninas eram preparadas para a exploração laboral e dominação patriarcal por meio de múltiplas violências. Conclui-se que, apesar da política reparatória, os ganhos não eliminam os prejuízos emocionais e as dificuldades irremediáveis na inserção profissional, perpetuando o sofrimento social dessas mulheres à ideologia de gênero.

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Biografia do Autor

Thiago Flores , Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Doutor em Ciências Sociais, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Brasil

Mariana Santos , Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Graduada em Ciências Sociais, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Brasil

Referências

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

DE PAULA MEDEIROS, Regina; PEREIRA DA SILVA FLORES, Thiago; SANTOS, Mariana. Memórias rompidas, resistências tecidas: trajetórias das Filhas Separadas pela hanseníase no Brasil. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 74, p. 875–912, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.154461. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/154461. Acesso em: 2 nov. 2026.