Trajetórias de mulheres negras transformadoras de práticas de enfrentamento ao racismo obstétrico no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154212Palavras-chave:
Interseccionalidade, Racismo Obstétrico, Feminismo Decolonial, BrasilResumo
O artigo caracteriza os agenciamentos individuais e coletivos voltados para o enfrentamento ao racismo obstétrico com base nas trajetórias de mulheres negras consideradas agentes de transformação no Brasil. Apesar das evidências de que as maiores vítimas de violência obstétrica são mulheres negras são escassas as pesquisas sócio-antropológicas com foco na desumanização delas, e na sua capacidade de ação e reação diante desse tipo de violência. Sob um olhar interseccional ensaiamos a categoria analítica ‘agência feminina negra’ visando compreender os modos de enfrentamento ao racismo obstétrico. Exploramos seis histórias de vida de mulheres com marcante atuação na saúde pública, suplementar e na sociedade civil. A análise seguiu dois caminhos inextricáveis: o primeiro, diz respeito às experiências pessoais e profissionais de racismo obstétrico; o segundo, revela as práticas e políticas de enfrentamento a esse tipo de violência. Em suma, o estudo pretende dar voz a agentes que promovem uma descolonização do corpo da mulher negra como parte do enfrentamento ao racismo estrutural.
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