From Body to Science

Ethnobiography as a Device of Recognition and Resistance

Authors

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.153085

Keywords:

Ethnobiography, Disability, Acessibility

Abstract

This article examines ethnobiography as a legitimate epistemology for knowledge production in the Humanities, particularly within disability and accessibility studies. Grounded in debates on social recognition, epistemic justice, and situated knowledge, the paper problematizes the exclusion of the researcher’s embodied experience from dominant scientific paradigms. The objective is to demonstrate how first-person narrative, combined with audiovisual records, can function as an analytical method capable of transforming individual experiences of exclusion into sociological evidence and public claims for recognition. Methodologically, the study is based on ethnobiographical research conducted by a researcher with a physical disability, integrating experiential narrative, critical analysis, and audiovisual documentation of architectural barriers in university spaces. The results indicate that ethnobiography expands empirical inquiry by incorporating sensory, affective, and moral dimensions often neglected in conventional research. The article concludes that this approach contributes to the democratization of scientific knowledge by recognizing the body as a legitimate source of knowledge.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Thaliane Alves Cunha, Universidade Federal Fluminense

Mestre em Diversidade e Inclusão pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Graduada em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Estácio de Sá (2014). Áreas de interesse incluem acessibilidade arquitetônica, políticas de inclusão no ensino superior e direitos das pessoas com deficiência.

Osilene Maria de Sá e Silva da Cruz, Brazilian National Institute of Deaf Education (INES) / Fluminense Federal University

Graduada em Letras - Português/ Inglês AEDB; Especialista em Atualização Pedagógica UFRJ; Mestra em Estudos Linguísticos/Estudos de Tradução UFMG e Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (LAEL) - PUC SP;. Pós-doutoranda na Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Atualmente, é professora Adjunta de Língua Portuguesa como L1 e L2 no Instituto Nacional de Educação de Surdos INES/RJ para o curso de Pedagogia presencial e a distância (docência e orientação de TCC) e para os cursos de Pós-Graduação do INES (docência e orientação de TCC). Atua como professorfa formadora e professora conteudista do Curso de Pedagogia do Instituto Nacional de Educação de Surdos. Atua como professora permanente do curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão - UFF/CMPDI e como professora visitante do Programa de Programa de Pós-Graduação em Ciências, Tecnologias e Inclusão - UFF/PPGCTIN. Outras áreas de atuação envolvem o ensino de Língua Inglesa, de ensino de Língua Portuguesa como L1 e L2, Estudos de Tradução, elaboração de material didático, análise do discurso, redação acadêmica, metodologia de pesquisa. Participa de bancas de elaboração e correção de provas de vestibular de português e inglês. É líder de dois grupos de pesquisa: Grupo de Pesquisa Compreensão e produção escrita em Língua Portuguesa como Segunda Língua: experiências, desafios e Grupo de Pesquisa O Passado em história: representações do INES em documentos oficiais e extraoficiais à luz da Linguística Sistêmico-Funcional. Os interesses por pesquisa envolvem ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa como L2 para alunos surdos, ensino de Língua Inglesa, tradução (produção e processo), cultura surda, gêneros acadêmicos, escrita acadêmica e profissional, análise do discurso com ênfase na Linguística Sistêmico-Funcional e Teoria de Avaliatividade. Orienta graduandos e pós-graduandos cujos temas de pesquisa estejam relacionados à educação de surdos, tradução/interpretação Libras/Português, diversidade e inclusão em contextos escolares e profissionais. Atua também em atividades de extensão, que envolvem formação docente, com enfoque no ensino de Língua Portuguesa como L2 para alunos surdos e elaboração de material didático voltado para esses aprendizes

References

BANDEIRA, Keiliane. DE L.; COSTA, Kamilla. S. DA. Mulheres com deficiência na Amazônia: a autoetnografia como recurso metodológico para narrar histórias invisibilizadas. Horizontes Antropológicos, v. 28, n. 64, p. 121–141, set. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-71832022000300005 Acesso em: 16 jan. 2026.

COCCARO, Luciane M. Autoethnographic (D)escriptions: performance in dialogue with anthropological research approaches. Revista Brasileira de Estudos da Presença, v. 11, n. 2, p. e102509, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbep/a/GztYmrvSG8sqW4sCX3Sq9NJ/?lang=pt Acesso em: 21 jan. 2026.

CUNHA, Thaliane A. Para Além das Rampas: Audiovisual sobre Acessibilidade Arquitetônica do Campus Gragoatá- UFF. 2025. Dissertação (Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão) – Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 26 set. 2025.

CUNHA, Thaliane A. Para além das rampas: caminhos e ensaios pelo Gragoatá. Youtube, 2025. 15 minutos e 38 segundos.

DANNER, Leno F. Decolonialidade, Lugar de Fala, e Vozes-Práxis Estético-Literatura Indígena Brasileira. Alea: Estudos Neolatinos, v. 22, n. 1, p. 59–74, jan. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1517-106X/20202215974 Acesso em: 15 jan. 2026.

DUTRA, Luiz H. de A. Introdução a Epistemologia. São Paulo: Editora UNESP, 2010.

FRANÇA, Bianca Z. Pesquisando diante, com e como terreiro: reflexões metodológicas sobre possibilidades no fazer etnográfico em um terreiro de Umbanda. Religião & Sociedade, v. 42, n. 3, p. 105–127, set. 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rs/a/GxVbpdYcdGgVZzSZNZrfqdS/?lang=pt Acesso em: 15 jan. 2026.

GAMA, Fabiene. A autoetnografia como método criativo: experimentações com a esclerose múltipla. Anuário Antropológico. [Online], v.45 n.2 | 2020, posto online no dia 28 maio 2020. Disponível em: http://journals.openedition.org/aa/5872; DOI: https://doi.org/10.4000/aa.5872 Acesso em: 18 dez. 2025.

HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: A gramática moral dos conflitos sociais. Trad: Luiz Repa. 1ª Edição. São Paulo: Editora 34, 2003. ISBN 85-7326-281-8

LIMA, Jair A. de. A subjetividade como reflexividade e pluralidade: notas sobre a centralidade do sujeito nos processos sociais. Sociologias, Porto Alegre, ano 20, n. 48, maio-ago 2018, p. 246-270. Disponível em: https://doi.org/10.1590/15174522-020004814 Acesso em: 15 jan. 2026.

MELO, André M. R. DE.; OLIVEIRA, Míria. G. DE. “Eu, leitor de mim”: saberes narrativos e reflexividade autobiográfica no sertão potiguar. Educar em Revista, v. 36, p. e75656, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/6F6RDBFJkkdgvnyB53V6xzx/?lang=pt Acesso em: 14 jan. 2026.

OLIVEIRA, Bernardo C. S. C. M. DE. Permita-me falar mais alto do que minhas cicatrizes. Sexualidad, Salud y Sociedad. Rio de Janeiro, n. 37, p. e21302, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1984-6487.sess.2021.37.e21302.a Acesso em: 14 jan. 2026.

PEREIRA, Flávia L; BARROS, Nelson F. Escrita autoetnográfica e performática dos silenciamento, embaçamento e colonização dos nossos corpos. Sexualidad, Salud y Sociedad. Rio de Janeiro, n. 37, p. e21308, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1984-6487.sess.2021.37.e21308.a Acesso em: 15 jan. 2026.

RAIMONDI, Gustavo,A; MOREIRA, Cláudio; BARROS, Nelson F. O corpo negado pela sua “extrema subjetividade”: expressão da colonialidade do saber na ética em pesquisa. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v. 23, p. e180434, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/Interface.180434 Acesso em: 10 jan. 2026.

SANTOS, Camila. M.; BIANCALANA, Gisela. R. Autoetnografia: um caminho metodológico para a pesquisa em artes performativas. Revista Aspas, [S. l.], v. 7, n. 2, p. 53–63, 2017. DOI: 10.11606/issn.2238-3999.v7i2p53-63. Disponível em: https://revistas.usp.br/aspas/article/view/137980 Acesso em: 28 jan. 2026.

SANTOS, S.M.A. O método da autoetnografia na pesquisa sociológica: atores, perspectivas e desafios. Plural. São Paulo, Brasil, v. 24, n. 1, p. 214–241, 2017. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2017.113972 Disponível em: https://www.revistas.usp.br/plural/article/view/113972 Acesso em: 6 fev. 2025.

SEVERINO, Antônio J. Metodologia do trabalho científico. 1 Edição. Editora Cortez. São Paulo, 2014.

SILVA JÚNIOR, Welinton S.; NUNES, Mário L. F. Currículo Cultural: Outras possibilidades de pensar a ressignificação. Movimento, v. 29, p. e29008, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.22456/1982-8918.124717 Acesso em: 14 jan. 2026.

Published

2026-06-28

How to Cite

ALVES CUNHA, Thaliane; DE SÁ E SILVA DA CRUZ, Osilene Maria. From Body to Science: Ethnobiography as a Device of Recognition and Resistance. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 73, p. 677–702, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.153085. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/153085. Acesso em: 8 sep. 2026.