“Me chamem Cunhã! Me chamem Letícia!”
mulher e artes de rua em Fortaleza (CE)
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.152952Palavras-chave:
Mulher, Artes de Rua, EtnobiografiaResumo
Apresenta-se neste artigo a trajetória de uma mulher negra, jovem, egressa do sistema carcerário e que encontrou nas artes de rua a possibilidade de traçar novas rotas para a sua existência. Trata-se de uma trajetória singular: de Letícia-Novinha-Tia Novinha-Cunhã até sua autoidentificação na qualidade de artista de rua. Através de uma etnobiografia foi possível perceber as conexões entre indivíduo e cultura, entre a vida de uma jovem negra, moradora da periferia, marcada por estigmas e variáveis do mundo do crime e as possibilidades de reinvenção de sua vida. A inserção como estudante de graduação na Universidade Estadual do Ceará, em 2024, tem atravessado a trajetória de Letícia com novas tematizações acerca da vida social, alargando seus modos de agir e pensar, podendo impactar suas projeções como artista urbana, quer seja na cena do graffiti ou no vandal.
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