Arte escoando pelo corpo
decolonialidades por festejos “em mim”, com pessoas negras e aliadas
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.152327Palavras-chave:
Autoetnografia, Artes Populares, Corpo, AmazôniaResumo
O presente artigo tematiza a relação entre subjetividade e sociedade, pensando a articulação entre sujeito produtor da arte popular e as intersubjetividades geradas pelas interlocuções com os/as demais agentes das culturas festivas por onde transito, produzindo movimentos dialéticos entre saberes, fazeres e a perspectiva decolonial que norteia minha práxis junto a pessoas negras e aliadas. Devido ao envolvimento do autor em diversos festivais amazônicos, objetivou-se trazer para primeiro plano inquietações imiscuídas por minha história de vida e leituras críticas empreendidas. Utilizou-se a autoetnografia como metodologia, evidenciando meu corpo como escoadouro artístico. Um resultado e demanda - em movimento - é pela necessidade de mais pessoas subalternizadas falando (Spivak, 2010) e sendo interpeladas, com espaços de escuta para subversão do que nos oprime. A principal conclusão é de que isto só se tornará possível mediante o aliançamento entre toda a base da pirâmide social, sugerindo-se a potência da arte enquanto linguagem provocadora de emancipação. Antropologicamente, busca-se romper com uma pretensa relação distanciada entre pesquisador e alteridade, focando-se o emergir de criações que borram tais “fronteiras”, em especial quando se observa o recorte das festas populares amazônicas com demandas específicas ao cruzar marcadores diversos como raça, classe, gênero e territorialidade.
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