Ciclo horrorífico do fazer-família
O “mal de família” em Hereditário (2018), Relíquia Macabra (2020) e Ninho do Mal (2022)
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.145873Palavras-chave:
Cinema, Horror, Família, Trauma, Antropologia VisualResumo
Este artigo versa sobre imbricações entre cinema de horror, família e parentesco. Através de uma etnografia fílmica, analiso as formas que três filmes de horror: Hereditário (2018), Relíquia Macabra (2020) e Ninho do Mal (2022) imbricam modelos e modos de fazer-família. O cinema de horror é mobilizado, pois se mostra um material potente para entender e refletir sobre essas formas violentas de família. Nessas famílias fílmicas existe um horror familiar que gera um ciclo horrorífico de trauma que afeta diversas gerações de parentes. Esse horror gera uma herança, um mal de família inescapável que afeta todo o potencial familiar, o qual consome corpos e vivências em relações de violência física e emocional, dor e trauma. Esse mal de família, por sua vez, produz pessoa, produz corpo, produz família.
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