Trajetórias de mulheres artistas gordas

corpo, memória e práticas de resistência no campo da arte

Autores

  • Ruth Tainá Aparecida Piveta Universidade Estadual de Londrina https://orcid.org/0000-0001-5340-5720
  • Leonardo Lemos de Souza Universidade Estadual Paulista

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.154498

Palavras-chave:

Trajetória, Memória, Arte contemporânea, Subjetivação, Corpo Gordo

Resumo

Este artigo analisa as trajetórias das artistas visuais Fernanda Magalhães e Camila Fontenele a partir da articulação entre corpo, arte e memória no campo artístico contemporâneo. Ancorado em pesquisa qualitativa de perspectiva cartográfica, o estudo acompanha narrativas, obras e processos de criação, compreendendo a trajetória como processo situado e não linear de produção de si. Considerando a gordura como marcador social que organiza regimes de visibilidade, reconhecimento e exclusão, argumenta-se que suas produções operam como práticas ético-estético-políticas que tensionam o cânone artístico e deslocam modos hegemônicos de perceber o corpo feminino. Ao reinscreverem seus corpos como lugar de enunciação e criação, as artistas transformam experiências marcadas por normatização e silenciamento em matéria pública e compartilhável, produzindo espaços de memória dissidentes. Nesse processo, a arte emerge como campo de elaboração de si e de disputa simbólica, ampliando os limites do que pode ser vivido, reconhecido e compartilhado.

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

PIVETA, Ruth Tainá Aparecida; LEMOS DE SOUZA, Leonardo. Trajetórias de mulheres artistas gordas : corpo, memória e práticas de resistência no campo da arte. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 74, p. 596–625, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.154498. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/154498. Acesso em: 2 nov. 2026.