Trajetórias de mulheres artistas gordas
corpo, memória e práticas de resistência no campo da arte
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154498Palavras-chave:
Trajetória, Memória, Arte contemporânea, Subjetivação, Corpo GordoResumo
Este artigo analisa as trajetórias das artistas visuais Fernanda Magalhães e Camila Fontenele a partir da articulação entre corpo, arte e memória no campo artístico contemporâneo. Ancorado em pesquisa qualitativa de perspectiva cartográfica, o estudo acompanha narrativas, obras e processos de criação, compreendendo a trajetória como processo situado e não linear de produção de si. Considerando a gordura como marcador social que organiza regimes de visibilidade, reconhecimento e exclusão, argumenta-se que suas produções operam como práticas ético-estético-políticas que tensionam o cânone artístico e deslocam modos hegemônicos de perceber o corpo feminino. Ao reinscreverem seus corpos como lugar de enunciação e criação, as artistas transformam experiências marcadas por normatização e silenciamento em matéria pública e compartilhável, produzindo espaços de memória dissidentes. Nesse processo, a arte emerge como campo de elaboração de si e de disputa simbólica, ampliando os limites do que pode ser vivido, reconhecido e compartilhado.
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