Entre portas abertas
memória coletiva e formação de si em narrativas biográficas de um alojamento universitário
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154487Palavras-chave:
Trajetória, Materialidade, Alojamento Estudantil, Memória ColetivaResumo
Este artigo a partir de uma abordagem etnográfica autobiográfica analisa a sociabilidade vivida no alojamento estudantil da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro como um espaço formador de identidades individuais e coletivas, no qual memória, materialidade e convivência operam como dispositivos centrais de produção de pertencimento. Dialogando com Halbwachs, vemos a memória socialmente construída, enquanto com Rocha e Eckert pensamos a memória coletiva como duração, fabulação e experiência imaginada. As reflexões de Reinheimer permitem analisar a residência estudantil como uma forma social moralmente regulada, nas quais se ensaiam processos de inclusão /exclusão. O texto também contextualiza a experiência do alojamento no processo de expansão e diversificação institucional da UFRRJ, destacando os impactos das políticas de acesso e permanência sobre o perfil discente. Ao articular memória, trajetória e materialidade, sustento que o alojamento não se reduz a uma política assistencial, mas configura um corpo coletivo no qual experiências individuais se tornam narráveis e inteligíveis produzindo marcas nas trajetórias das ex-moradoras.
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