“Ê Maranhão é terra da macumba (2x), Ah eu deixei macumba lá [...] ”

narrativa (auto)biográfica de uma vivência musical etnográfica no Terreiro de Tambor de Mina no Maranhão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.152633

Palavras-chave:

Tambor de Mina, Narrativas (auto)biográficas, Etnografia, Música Sagrada

Resumo

O Tambor de Mina é uma expressão do patrimônio afro-religioso no Maranhão, onde a música nos Terreiros vai além da técnica, integrando memória, espiritualidade e corporeidade. Este estudo etnográfico analisa, por meio de uma narrativa (auto)biográfica, uma aula de musicalização realizada em um Terreiro em São Luís/MA, buscando compreender os sentidos atribuídos à música pelos/as participantes e os modos de transmissão dos saberes religiosos. Com base em observação participante, registros e diários de campo, a pesquisa mostra que a musicalização no Tambor de Mina é uma iniciação espiritual. Canto, ritmo e toque conectam praticantes às divindades e à coletividade, revelando uma pedagogia da encruzilhada como território de resistência, escuta sensível, memória e pertencimento vivenciado no corpo.

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Biografia do Autor

Jhonatan Wendell Tavares Ferreira, Universidade de Pernambuco

Doutorando em Educação pela Universidade de Pernambuco (UPE). Mestre em Educação pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Possui graduação em Ciências Biológicas (Licenciatura) pela Universidade Cruzeiro do Sul e em Pedagogia pelo Centro Universitário FAVENI. Especialista em Educação de Jovens e Adultos (EJA); Tutoria em Educação a Distância e Psicopedagogia com Ênfase em Educação Especial, todos pelo Centro Universitário FAVENI. Nordestino, nascido em São Luís do Maranhão, é um corpo-pesquisador comprometido com a transformação educacional. Homem Cis Preto, dedica-se ao campo das Diversidades/Diferenças Sexuais e de Gêneros, Letramentos Sociais e Educação Antirracista.

Kelly Almeida de Oliveira, Universidade Federal do Maranhão

Possui graduação em Pedagogia pela UFMA (2007), Especialização em Didática Universitária pela Faculdade Atenas Maranhense - FAMA (2008), Mestrado em Cultura e Sociedade pelo Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Cultura e Sociedade pela UFMA (2011) e Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática pela REAMEC/UFMT (2022). Atualmente é Professora Adjunta - Nível 2, do Curso de Pedagogia da UFMA/Codó. É Professora Permanente do Programa de Pós-graduação (mestrado profissional) em Gestão do ensino da Educação Básica (PPGEEB) da UFMA/São Luís e no Programa de Pós-graduação (mestrado) em Educação (PPGE) da UFMA/ São Luís atuando na Linha de Pesquisa de Gênero nos dois programas. É Professora Visitante no Programa de Doutorado EDUCANORTE pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre História e Educação de Mulheres (GEPHEM) da UFMA/Campus Codó. Associada do GT 08 - Formação de professores da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (ANPED), afiliada à Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN) e à Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM). Componente do Grupo de Estudos e Pesquisas em Saberes e Fazeres em Contextos Sociais e Educacionais (GEPEFAZE). Estuda e pesquisa as seguintes temáticas: Quebradeiras de coco babaçu; Educação Matemática e Etnomatemática; Decolonialidade, Fenomenologia e Hermenêutica; Histórias, memórias e narrativas de professoras em Codó/MA; Educação de Pessoas jovens, adultas e idosas (EJAI), Educação do campo e Educação Escolar Quilombola (EEQ).

Waldênia Leão de Carvalho, Universidade de Pernambuco

Doutora em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professora Adjunta da Universidade de Pernambuco (UPE).

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Publicado

2026-06-28

Como Citar

FERREIRA, Jhonatan Wendell Tavares; OLIVEIRA, Kelly Almeida de; CARVALHO, Waldênia Leão de. “Ê Maranhão é terra da macumba (2x), Ah eu deixei macumba lá [...] ”: narrativa (auto)biográfica de uma vivência musical etnográfica no Terreiro de Tambor de Mina no Maranhão. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 73, p. 188–217, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.152633. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/152633. Acesso em: 7 set. 2026.