O Futebol e as configurações da modernidade capitalista na América Latina:
entre o realismo de mercado e a tradição
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.147489Palavras-chave:
futebol, Modernidade, identidades coletivas, hegemonia, NeoliberalismoResumo
Se o futebol, por si só, já nasceu “moderno”, o que está em questão quando, mais de um século depois da codificação das regras do jogo, se articulam na esfera pública discursos como aqueles que enunciam a necessidade de “modernizá-lo"? Instigado por essa questão inicial, o ensaio que se segue tem como objetivo compreender os efeitos do mais recente ciclo de modernização do futebol sobre as identidades coletivas constitutivas do campo futebolístico latino-americano. Trata-se, sobretudo, de destrinchar os sentidos históricos da ideia de “modernização” enquanto significante privilegiado de identidades coletivas forjadas no contexto hegemônico neoliberal. Para a consecução deste objetivo, buscaremos conjugar as reflexões do filósofo marxista mexicano Bolívar Echeverría (2011) a respeito das diferentes configurações sócio-históricas da modernidade capitalista com a abordagem pós-marxista de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe (2015) acerca da natureza discursiva e hegemonicamente mediada das identidades coletivas.
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