A obra de arte na era de sua repetitividade algorítmica

Inteligência Artificial Generativa e (pós-)modernidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.142868

Palavras-chave:

Pós-Modernidade, Teorica Crítica, Inteligência Artificial Generativa, Técnica, Capitalismo

Resumo

O presente artigo tem como objetivo discutir a popularização da Inteligência Artificial Generativa (GenAI) em trabalhos criativos analisando as relações entre técnica, arte, cultura e capitalismo tecidas desde o contexto da modernidade até o advento da pós-modernidade. Traçando paralelos com o funcionamento da GenAI, parte-se de uma investigação das obras de Walter Benjamin acerca da historicidade da percepção e dos múltiplos “choques” causados pela incidência das novas tecnologias da modernidade, resultando em um modo de vida ocidental autômato. Em um segundo movimento, são levantadas as múltiplas rupturas que a pós-modernidade de Fredric Jameson carrega e como elas se relacionam à GenAI, incluindo a primazia das imagens e do valor de troca, a ruptura das fronteiras entre estética e mercado, e a onipresença do pastiche. Por fim, conclui-se que a indústria da criatividade, por operar seguindo a máxima da repetitividade e maquinização capitalista, está tão passível de ser substituída pela GenAI quanto outros trabalhos repetitivos e mecânicos. 

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Biografia do Autor

Jerônimo Magni Bruschi, UFRGS

Graduando em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Roberto Amorim de Medeiros, UFRGS

Doutor em Educação pela UFRGS, Professor do Bacharelado em Saúde Coletiva e do PPG Psicanálise: Clínica e Cultura, da UFRGS

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Publicado

2024-12-24

Como Citar

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