Dissolvendo fronteiras entre máquinas, humanos e outras espécies em uma cidade inundada

Autores

  • Vanessa Maurente UFRGS
  • Cleci Maraschin UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.142860

Palavras-chave:

Ciborgue, Redes Socio-técnicas, Parentesco, Chthuluceno, Enchente

Resumo

Este artigo parte das noções de corporificação mundana e dobras da carne de Donna Haraway para analisar as relações de parentesco entre humanos, máquinas e outras espécies durante a enchente de 2024 no Rio Grande do Sul. Busca entender como tais relações tornaram possível a construção de formas de sobrevivência e elaboração de luto coletivas. Através do método cartográfico, acompanhou-se a processualidade do uso de uma rede de tecnologias de geolocalização, aplicativos de mensagem, jet skis, lanchas, botes, drones e helicópteros articulada a uma rede de humanos que resgatava as vítimas, fazia marmitas, comprava mantimentos, organizava os abrigos, prestava atendimentos de saúde e assistência e fazia a cobertura de mídia da tragédia. Apesar de terem sido fundamentais, estas redes heterogêneas de parentesco entre humanos e tecnologias não devem ser entendidas como uma solução, e sim como um modo menos danoso de permanecer com o problema e se opor à degradação das políticas sócio assistenciais.

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Biografia do Autor

Vanessa Maurente, UFRGS

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Publicado

2024-12-24

Como Citar

MAURENTE, Vanessa; MARASCHIN, Cleci. Dissolvendo fronteiras entre máquinas, humanos e outras espécies em uma cidade inundada. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 25, n. 69, p. 270–290, 2024. DOI: 10.22456/1984-1191.142860. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/142860. Acesso em: 18 set. 2026.