Criar em ruínas, imaginar futuros
Memória e fabulação em caminhadas pela Cidade Alta, em Natal (RN)
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.141055Palavras-chave:
Caminhar, Ruínas. Antropologia Visual. Memórias., arquivos, filme etnográfico, políticas da memória, fabulação arte contemporânea., Fotografia, Antropologia VisualResumo
Este artigo é o primeiro de uma série em desenvolvimento de fotografar e caminhar pelo Centro de Natal. Com a mudança para a capital do Rio Grande do Norte há pouco mais de um ano, comecei a registrar a parte central da cidade para um projeto pessoal. Poder criar um acervo de memórias da experiência de descobrir os becos e ruelas de um novo local. Entre espaços que resguardam a memória e a cultura potiguar, há prédios e casas vazias e abandonadas. Percorrer diferentes caminhos e permitir perder-me por meio das cicatrizes do passado e a possibilidade de inventar outros futuros viabilizou a experiência de nova morada. Entre palavras e fotografias é possível fabular caminhos. Perder-se nas encruzilhadas e ruínas, redesenhar fronteiras e inventar um novo mapa. Para tal, dialogo com Francesco Careri e o projeto Stalkers, tanto para refletir sobre o caminhar como na importância de parar. Parto de Anna Tsing para pensar sobre paisagens e ruínas. Recorro à Jacques Rancière na partilha do sensível e à Walidah Imarischa para fabular outros mundos possíveis.
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Referências
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