Intermidialidade em As aranhas de Fritz Lang

Trânsitos entre Zoológicos Humanos, Museus e Cinema

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.140458

Palavras-chave:

Zoológicos humanos, Coleções etnográficas, Cinema Alemão

Resumo

O filme As Aranhas é um travelogue que carrega o telespectador pelos Estados Unidos, México e Peru, ao encontro de uma antiga e perdida civilização Inca. Produzido na Alemanha do entreguerras, foi filmado no jardim zoológico de um dos mais proeminentes empresários do ramo dos zoológicos humanos, Carl Hagenbeck, na cidade de Hamburgo. Os zoológicos humanos eram exibições etnográficas de povos ditos exóticos, que, forjadas em contexto colonial, eram ao mesmo tempo formas de categorizações raciais que combinavam as funções de exibição, performance e educação. A presente pesquisa analisa o filme As Aranhas (1919), dirigido por Fritz Lang, e os trânsitos e influências de coleções etnográficas e zoológicos humanos sobre essa obra cinematográfica. A partir de uma intensa etnografia de arquivos institucionais e familiares, materiais como fotografias, cartas, reportagens de jornais, folhetos de exibições humanas, roteiros, cartazes e catálogos museais são utilizados para compreender a intermidialidade de As Aranhas, apontando, assim, para as sobrevivências de regimes de visualidade primitivistas em imagens contemporâneas. O filme foi anunciado como uma obra que utilizava objetos originais do Museu Etnológico de Hamburgo, além de ter sido produzido por Heinrich Umlauff, sobrinho de Hagenbeck e também dono de um museu etnográfico e empresário do ramo de coleções etnográficas e zoológicos humanos.

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Biografia do Autor

Marina Cavalcante Vieira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutora em Ciências Sociais pela UERJ (Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais - PPCIS), com pesquisa sobre zoológicos humanos e a exibição de indígenas brasileiros ao longo do século XIX. Atuou como pesquisadora visitante da Universidade Humboldt-Berlim, no ano de 2017. Mestre em Ciências Sociais (PPCIS/UERJ), Especialista em Sociologia Urbana pela mesma instituição (IFCH/UERJ) e Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Tem experiência na área de Sociologia e Antropologia, com ênfase em Sociologia da Comunicação, Antropologia Visual, História da Antropologia e Antropologia dos Museus. Atua principalmente nos seguintes temas: Zoológicos Humanos, Museus Etnográficos e Cinema. Trabalhou como Professora Substituta do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe (DCS/UFS), de abril 2013 a abril de 2015. Integrante do Grupo de Pesquisa Imagens, Narrativas e Práticas Culturais - INARRA/UERJ. Pesquisadora do N.A.d.A - UERJ, Núcleo de Antropologia da Arte. Vencedora do Prêmio CAPES de Tese 2020, na área de Sociologia. Pós-Doutora em Antropologia Social, Museu Nacional, UFRJ. Atualmente é pesquisadora de pós-doutorado, bolsista Capes, do PPGA-UFS.

Referências

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LICHTBILD-BÜHNE, n. 41, 11 out. 1919.

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Publicado

2024-10-31

Como Citar

VIEIRA, Marina Cavalcante. Intermidialidade em As aranhas de Fritz Lang: Trânsitos entre Zoológicos Humanos, Museus e Cinema. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 25, n. 68, 2024. DOI: 10.22456/1984-1191.140458. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/140458. Acesso em: 29 ago. 2026.