O visível e o invisível: a relação das pessoas cegas com expressões da arte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.134905

Palavras-chave:

Cego, Deficiência Visual, Arte, Fotografia

Resumo

Artes plásticas, fotografia, teatro e dança são algumas expressões evidenciadas nos itinerários invisíveis e visíveis revelados nas narrativas de pessoas cegas. Esses itinerários são construídos pelos sentidos, pela imaginação, pela memória e pelos significados, os quais se cruzam e se misturam e mostram as ideias sobre as artes visuais, apresentando as interpretações e as maneiras de agir das pessoas com deficiência visual em museus e oficinas de arte, locais onde tradicionalmente a comunicação ocorre por meio da primazia do sentido da visão. Os relatos dos interlocutores da pesquisa nos levam a compreender que os olhos das pessoas cegas são áreas de silêncio, por isso a capacidade de ver não se encontra no órgão da visão, mas nos demais sentidos do corpo que os informa sobre as coisas e os seres numa interface com a linguagem e assim constroem a estética do mundo.

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Biografia do Autor

Sandra Simone Moraes de Araújo, Universidade de Pernambuco - UPE

Professora Adjunta da Universidade de Pernambuco. Doutora em Antropologia, atua nas áreas de ensino, pesquisa e extensão com os temas: imagem, imaginário, fotografia, cidade.

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Publicado

2024-02-15

Como Citar

ARAÚJO, S. S. M. de. O visível e o invisível: a relação das pessoas cegas com expressões da arte. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 24, n. 66, 2024. DOI: 10.22456/1984-1191.134905. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/134905. Acesso em: 12 abr. 2024.