A Vazante: Por uma Antropologia Poética

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DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.123393

Resumo

Esse artigo tem a finalidade de apresentar uma etnografia poética a partir da pesquisa desenvolvida nas águas do Rio Jaguarão e da Lagoa Mirim, na fronteira do Brasil com o Uruguay, tendo como interlocutores e interlocutoras as pescadoras e pescadores artesanais vinculados à Colônia Z-25, trazendo um jeito de viver em confluência com as águas e com os/as demais entes que circundam estes ambientes: peixes, vacas, cavalos, arroz, aves, cachorros e a paisagem lagunera. O tema central do presente texto é pensar
uma antropologia e etnografia a partir da poesia, radicalizando sua aproximação,
tensionando e friccionando os saber-fazer etnográfico em confluência com as mais variadas formas de expressão, desde a fotografia, amplamente usada na pesquisa, bem como o fazer poético que perpassou de maneira indelével o trabalho de campo realizado pela antropóloga-poeta, trazendo as linhagens líricas desse jeito de fazer e sentir a dimensão da vida, tendo postas as lentes da antropologia e da poesia, num diálogo existencial e acadêmico constante, deixando-se envolver pelo acaso, pelas caminhadas e o sentipensar, levando a sério esse modo de praticar a antropologia.

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Biografia do Autor

Juliana dos Santos Nunes, Universidade Federal de Pelotas

Formação em História - Universidade Federal de Pelotas

Graduanda em Antropologia - Universidade Federal de Pelotas

Mestra em Antropologia - Universidade Federal de Pelotas

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Publicado

2022-10-14

Como Citar

NUNES, Juliana dos Santos. A Vazante: Por uma Antropologia Poética. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 23, n. 61, 2022. DOI: 10.22456/1984-1191.123393. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/123393. Acesso em: 14 set. 2026.