OS MOVIMENTOS DO FIM: ressonâncias entre nome próprio e trauma em O fim de Eddy

Autores/as

Palabras clave:

Nome próprio, Trauma, Autoficção, Psicanálise

Resumen

Este artigo examina a relação entre o nome próprio e o trauma na obra En finir avec Eddy Bellegueule, de Édouard Louis (2014/2018),. A proposta articula literatura e psicanálise a partir da perspectiva da “psicanálise implicada”, formulada por Shoshana Felman. Na narrativa, Louis produz uma escrita que desestabiliza destinos sociais e simbólicos inscritos no nome, expondo experiências de violência, injúria e exclusão. O estudo analisa, a partir das concepções de trauma e nome próprio, como a escrita literária pode operar como uma travessia subjetiva, reinscrevendo o sujeito na linguagem e reconfigurando os vínculos entre identidade, memória e nomeação. Para isso, mobiliza contribuições de Sigmund Freud, Jacques Lacan e comentadores contemporâneos, como Judith Butler, Christian Dunker e Paul B. Preciado. Discute-se ainda o impacto da literatura sobre a psicanálise e o reconhecimento das narrativas autoficcionais como espaços de autoria e elaboração do traumático.

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Biografía del autor/a

Isabella Rosa da Rosa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Psicóloga pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Integrante do Laboratório de Psicanálise da UFRGS.

Luísa Matheus Avencourt, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Psicóloga pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestranda em Psicanálise: Clínica e Cultura (PPGCLIC/UFRGS). Integra o Laboratório de Psicanálise da UFRGS, onde desenvolve pesquisa sobre o nome próprio na perspectiva da psicanálise lacaniana.

Marta D’Agord, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Psicóloga, Mestre em Filosofia, Doutora em Psicologia do Desenvolvimento, Professora no Curso de Graduação em Psicologia (IPSSCH/ UFRGS) e no PPG Psicanálise: Clínica e Cultura (IPSSCH/UFRGS). Orienta Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado.

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Publicado

2026-08-01

Cómo citar

Rosa da Rosa, I., Avencourt, L. M., & D’Agord, M. (2026). OS MOVIMENTOS DO FIM: ressonâncias entre nome próprio e trauma em O fim de Eddy. Revista Húmus, 16(48). Recuperado a partir de https://seer.ufrgs.br/index.php/humus/article/view/156483

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