PEDAGOGIA QUEER: o que a psicanálise tem a ver com isso?

Authors

Keywords:

: psicanálise e educação, pedagogia queer, criança dissidente, sexualidade infantil.

Abstract

O artigo analisa a invisibilização da criança dissidente na educação infantil a partir das interlocuções entre a psicanálise e a teoria queer. Com base na escuta de narrativas de professores e professoras de escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro, problematiza-se a centralidade do Complexo de Édipo na construção do gênero e a permanência de práticas educativas fundamentadas em classificações binárias. Discute-se o impacto das normativas cisheterossexuais na repressão das expressões infantis de gênero e sexualidade, evidenciando a produção de sofrimento psíquico. Defende-se a necessidade ética, clínica e política de ultrapassar as noções normativas de masculino e feminino, reconhecendo a polimorfia da sexualidade infantil, a bissexualidade psíquica e a inquietante estranheza que podem causar. A pedagogia queer é apresentada como um referencial teórico que possibilita repensar a relação entre psicanálise e educação, favorecendo o acolhimento das infâncias dissidentes e a valorização da fluidez e da multiplicidade na constituição das subjetividades.

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Author Biographies

Danielle Ferreira Bastos, UFF - Universidade Federal Fluminense

Doutoranda e Mestra em Educação pela Universidade Federal Fluminense - UFF/RJ (2023), vinculada à linha de Pesquisa Diversidade, Desigualdades Sociais e Educação. Foi bolsista CAPES pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da UFF no ano de 2022. Pós-graduanda em Psicanálise, Filosofia e Sociedade - ANHANGUERA (2026), possui graduação em Pedagogia Empresarial pela Universidade Gama Filho - UGF (2003) e Especialização em Planejamento e Educação Ambiental pela Universidade Cândido Mendes - UCAM (2006). Integrante do Grupos de Pesquisa Alteridade Psicanálise e Educação - GAP(E)/CNPQ (UFF) e membra do Coletivo de Pesquisa Ativista Psicanálise, Educação e Cultura (CPAPEC). Possui interesse pelos temas de pesquisa em psicanálise e educação, teoria queer, criança queer, gêneros e sexualidades. Atualmente é PEI - Professora da Educação Infantil na Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro (RJ) e PII - Professora do Ensino Fundamental na Prefeitura Municipal de Duque de Caxias (RJ). 

Marília Etienne Arreguy, Universidade Federal Fluminense - UFF

Professora Associada IV - UFF/RJ. Possui pós-doutorado em Psicologia Clínica - Instituto de Psicologia da USP (2025) e pós-doutorado em Sciences de l'Éducation pela Université Paris 8 - bolsista CAPES (março de 2017 a julho de 2018). Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da UERJ e Doutora em Recherches en Psychanalyse et Psychopathologie pela Universidade de Paris Diderot (Paris VII) em 2008 (cotutela). Membra do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro. Membra do Grupo Brasileiro de Pesquisas Sandór Ferenczi. Membra da Association Internationale Psychanalyse Critique. Investiga temas como violência passional, familiar, educacional, social, política, psicopoder, racismo etc. Coordena projeto permanente de pesquisa, intitulado “A escuta psicanalítica no contexto das aprendizagens: aporte clínico e intervenções institucionais." Lidera o Grupo Alteridade Psicanálise e Educação - GAP(E)/CNPQ-UFF. Coordena o projeto de extensão Gato em Teto de Zinco Quente, que presta atendimento psicológico gratuito à comunidade acadêmica e a pessoas em situações de sofrimento psíquico grave e vulnerabilidade social.

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Published

2026-04-01

How to Cite

Bastos, D. F., & Arreguy, M. E. (2026). PEDAGOGIA QUEER: o que a psicanálise tem a ver com isso?. Revista Húmus, 16(47). Retrieved from https://seer.ufrgs.br/index.php/humus/article/view/154866

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