NA ENCRUZILHADA DA CARNE E DO VENTO: pomba gira, memória negra e os ecos de um passado que não passa
Palabras clave:
Arquivo vivo. Corporeidade. Encruzilhada. Historiografia multiespécie. Pomba Gira.Resumen
A pesquisa investiga como a figura de Pomba Gira, inscrita em performances de rua e terreiro, questiona o paradigma antropocêntrico da historiografia moderna. Define-se o objetivo de analisar a emergência de epistemologias corporais, multiespécies e sensoriais que contestam pactos de exclusão racial e de gênero. Adota-se metodologia qualitativa combinando análise documental de diários rituais, registros sonoros, mapeamentos olfativos e observação participante em cultos afro-diaspóricos, articulada a leitura crítica de relatos oficiais e iconografia escolar. O procedimento relaciona dados sensoriais a lacunas arquivísticas, permitindo comparar temporalidades lineares e circulares. A investigação identifica que o corpo, o vento, o perfume e o ritmo atuam como arquivos vivos que deslocam hierarquias ontológicas, exigindo ética multiespécie e revisão dos critérios de prova histórica. Conclui-se preliminarmente que a historiografia encantada, centrada na encruzilhada, oferece modelo analítico capaz de integrar humanos, territórios e agências invisíveis, propondo diretrizes curriculares sensíveis às memórias sensoriais das comunidades pesquisadas.
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Citas
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