ANÁLISE DO MANEJO AGUDO DO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

Autores

  • Andréia Biolo Serviço de Medicina Interna, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Porto Alegre, RS, Brasil.
  • Sabrina Bollmann Garcia Serviço de Medicina Interna, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Porto Alegre, RS, Brasil.
  • Samantha C. S. da Silva Serviço de Medicina Interna, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Porto Alegre, RS, Brasil.

Palavras-chave:

Acidente vascular cerebral, AVC, manejo agudo, indicadores assistenciais.

Resumo

Introdução: Acidente vascular cerebral (AVC) é a segunda causa de óbito no mundo e a terceira nos países industrializados. O objetivo deste estudo é avaliar a qualidade do atendimento prestado aos pacientes vítimas de AVC no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Poucos trabalhos descrevem o modo de atendimento ideal do AVC agudo, e a ausência de padronização de condutas muitas vezes implica em retardo diagnóstico e terapêutico. Materiais e métodos: trabalho retrospectivo onde foram analisados 55 pacientes (n: 55) admitidos na emergência do HCPA com diagnóstico de AVC agudo, através de suas características demográficas (sexo e idade), tempo de internação e mortalidade geral, indicadores de atendimento inicial (glicemia capilar [GC], pressão arterial [PA], perfil lipídico, eletrocardiograma [ECG], tomografia computadorizada [TC] de crânio), avaliação complementar (ecocardiograma,
ecografia com doppler de carótidas, tomografia após 48 horas) e tratamento instituído (AAS, estatina, anticoagulação, trombolítico). Resultados: dos 55 pacientes, 45 (81,8%) apresentaram diagnóstico de AVC isquêmico e
10 (18,2%) de AVC hemorrágico, sendo que a mortalidade do AVC hemorrágico foi significativamente maior (40% vs 4%). Mais de 90% obtiveram medidas de PA e ECG na chegada, e 100% dos pacientes realizaram TC de crânio nas primeiras 24 horas; medidas de GC foram feitas em 60% dos pacientes, e perfil lipídico em apenas 11%. Dos exames complementares destaca-se o ecocardiograma realizado em quase 90% dos casos (69% transtorácico e 18%
transesofágico [TE]) e a ecodoppler de carótidas feita em 90%; menos de 30% dos pacientes obtiveram TC após 48 horas. Quanto ao tratamento, aproximadamente 80% receberam AAS e estatina; 20% receberam anticoagulação e nenhum recebeu trombolítico. As análises dos exames
complementares e do tratamento foram realizadas apenas nos pacientes com AVC isquêmico. Discussão: a análise dos dados demográficos e a caracterização do AVC (hemorrágico X isquêmico) foram similares aos encontrados na literatura. A falha do estudo foi não ter excluído os pacientes que foram a óbito na análise do tempo de internação, desta forma subestimando o resultado principalmente do AVC hemorrágico, que obteve maior mortalidade. A avaliação
complementar foi satisfatória e condizente com a descrição da literatura. Quanto ao tratamento, apesar de fortes evidências validando o uso de trombolíticos, este não foi praticado neste hospital por norma interna do serviço; a prescrição de AAS e estatina foi adequada ao recomendado na literatura.
Unitermos: acidente vascular cerebral; AVC; manejo agudo; indicadores assistenciais.

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Publicado

2020-02-07

Como Citar

1.
Biolo A, Garcia SB, da Silva SCS. ANÁLISE DO MANEJO AGUDO DO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE. Clin Biomed Res [Internet]. 7º de fevereiro de 2020 [citado 29º de novembro de 2022];26(1). Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/100345

Edição

Seção

Artigos Originais

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