“NÓS TAMBÉM SOMOS IGREJA”
FEMINILIDADES E DISPUTAS POR AUTORIDADE NO ATIVISMO CRISTÃO FEMINISTA
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-8136.150463Resumen
Este artigo analisa como ativistas cristãs feministas disputam os significados da feminilidade cristã no cristianismo contemporâneo. O corpus é composto por 27 entrevistas semiestruturadas realizadas no âmbito de minha pesquisa de doutorado em Sociologia, examinadas à luz da análise do discurso de orientação francesa. Argumento que a principal disputa dessas mulheres não consiste em abandonar modelos hegemônicos de feminilidade, mas em reivindicar autoridade para definir o que significa ser uma “mulher de Deus”. Em vez de rejeitar categorias centrais do cristianismo, as entrevistadas selecionam, reinterpretam e rearticulam repertórios relacionados à maternidade, ao cuidado, ao corpo, à sexualidade e à permanência nas igrejas. A análise evidencia que essa permanência não representa acomodação à ordem religiosa, mas a condição que torna possível disputar os próprios critérios de interpretação, pertencimento e autoridade no interior do cristianismo. Sustenta-se que a disputa pelas feminilidades constitui, ao mesmo tempo, uma disputa pelos significados legítimos do próprio cristianismo.
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Derechos de autor 2026 Maria Eduarda Antonino

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