A GIRA DE EXU E O MUNDO SEM ESTRUTURA OUTREM
POR UMA LEITURA FANONIANA DAS EXIGÊNCIAS DA LIBERDADE NEGRA
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-8136.146661Resumen
Este artigo tem como objetivo investigar as exigências da liberdade negra a partir de uma leitura fanoniana das práticas religiosas afro-brasileiras, com foco no culto ao Exu nos terreiros de linha cruzada do Rio Grande do Sul. A pesquisa busca compreender como essas manifestações espirituais podem operar como gatilhos para a invenção de novos mundos, nos quais a negritude deixa de ser o sustentáculo ontológico das ordens coloniais. Para isso, adota-se uma abordagem filosófica e histórica, que alia análise crítica de textos, relatos e experiências religiosas à metodologia da contemplação recursiva de paradoxos espiritualmente modelados. O ensaio propõe que o culto ao Exu, articulado às ideias de Frantz Fanon, oferece um campo de experimentação para pensar a descolonização de forma radical e imprevisível, sem pré-condições ou garantias, tensionando as fronteiras entre tradição, invenção e liberdade negra.
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