A GIRA DE EXU E O MUNDO SEM ESTRUTURA OUTREM

POR UMA LEITURA FANONIANA DAS EXIGÊNCIAS DA LIBERDADE NEGRA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-8136.146661

Resumo

Este artigo tem como objetivo investigar as exigências da liberdade negra a partir de uma leitura fanoniana das práticas religiosas afro-brasileiras, com foco no culto ao Exu nos terreiros de linha cruzada do Rio Grande do Sul. A pesquisa busca compreender como essas manifestações espirituais podem operar como gatilhos para a invenção de novos mundos, nos quais a negritude deixa de ser o sustentáculo ontológico das ordens coloniais. Para isso, adota-se uma abordagem filosófica e histórica, que alia análise crítica de textos, relatos e experiências religiosas à metodologia da contemplação recursiva de paradoxos espiritualmente modelados. O ensaio propõe que o culto ao Exu, articulado às ideias de Frantz Fanon, oferece um campo de experimentação para pensar a descolonização de forma radical e imprevisível, sem pré-condições ou garantias, tensionando as fronteiras entre tradição, invenção e liberdade negra.

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Biografia do Autor

José Carlos Gomes dos Anjos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1998). Pós-doutorado em Ecole Normale Superieure de Paris (2007). Atualmente é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul atuando na Pós-Graduação em Sociologia e Desenvolvimento Rural. Trabalha com Sociologia de elites e Relações Interétnicas, Políticas públicas, elites intelectuais, desigualdade racial.

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Publicado

2026-03-23

Como Citar

ANJOS, José Carlos Gomes dos. A GIRA DE EXU E O MUNDO SEM ESTRUTURA OUTREM: POR UMA LEITURA FANONIANA DAS EXIGÊNCIAS DA LIBERDADE NEGRA. Debates do NER, Porto Alegre, 2026. DOI: 10.22456/1982-8136.146661. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/debatesdoner/article/view/146661. Acesso em: 22 ago. 2026.

Edição

Seção

ARTIGOS