O fator TV
a televisão na ascensão da extrema direita global
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-5269.152013Resumo
Este artigo examina o papel da televisão aberta na crise da democracia representativa e na ascensão da extrema direita em diferentes contextos nacionais e seus impactos nos processos de desdemocratização. Fundamentada na Economia Política da Comunicação e nos Estudos de Mídia, nossa análise comparativa apoia-se em quatro casos – Donald Trump (EUA), Javier Milei (Argentina), Jair Bolsonaro (Brasil) e Viktor Orbán (Hungria). A análise organiza-se nas categorias persona política midiática, formato televisivo, governança informacional e articulação transnacional de repertórios comunicacionais. Os resultados indicam que, ainda que adaptada às especificidades culturais e institucionais locais, a televisão aberta atua como infraestrutura determinante para o avanço da extrema direita nas Américas e na Europa, reproduzindo padrões transnacionais de espetacularização da política e da erosão institucional.
Palavras-chave: Televisão; Extrema Direita; Economia Política da Comunicação; Comunicação Política; Desdemocratização.
